Domingo, 03 de Agosto de 2008 | Versão Impressa
O desempenho do setor de serviços
Entre 2000 e 2006, as 3.055 companhias com mais de 250 funcionários aumentaram de 48,5% para 50,7% a participação na receita do setor. As companhias de outros setores tenderam a contratar pessoal apenas para as atividades principais (core business), contratando prestadoras de serviços para manutenção, informática, transportes, limpeza, etc.
Em termos reais, o salário médio caiu 1,3%, ou seja, o rendimento não acompanhou a evolução do PIB do setor e a produtividade cresceu.
As empresas de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio destacaram-se, em 2006, com receita operacional líquida de R$ 149,7 bilhões, de um total de R$ 501,1 bilhões gerados pelo setor terciário. Em relação a 2005, cresceram mais os transportes rodoviário de cargas, ferroviário, metroviário e municipal de passageiros.
Os serviços de transporte aéreo registraram acentuada queda - do 4º para o 10º lugar pelo critério de receita operacional, que caiu 46% entre 2000 e 2006, enquanto o setor crescia 28%. A tendência persistiu no período recente (2005 e 2006), principalmente nas linhas internacionais. É mais uma evidência dos ônus impostos a usuários e empresas pela falta de aperfeiçoamento do marco regulatório e de investimentos públicos na infra-estrutura aeroportuária.
Entre os serviços prestados às famílias, destacaram-se os de alimentação (68,9% do número de empresas e 64,5% do pessoal ocupado). O setor foi beneficiado numa época de maior oferta e, agora, deverá sofrer com a alta dos preços dos alimentos.
Excluindo administrações públicas e serviços públicos de educação e saúde, que pesam 15% no PIB, o setor terciário representa 50% do PIB. Nele, atuavam, em 2006, 958 mil empresas, que empregaram 8,15 milhões de pessoas, das quais 3,20 milhões pelas grandes empresas. Estes números deverão crescer muito com a tendência à formalização dos empregos.