Sexta-Feira, 08 de Agosto de 2008 | Versão Impressa
Cartas
Por 9 votos a 2, venceu o time dos candidatos ficha-suja. A decisão pode até causar polêmica entre especialistas e entidades, mas jamais entre os cidadãos honestos, honrados, sensatos e defensores incontestes da moral e da ética. Com certeza a maioria do povo brasileiro, mesmo derrotada em suas opiniões, se sentiu protegida pelos ministros Ayres Britto e Joaquim Barbosa. Aceitem o nosso enaltecimento, ministros. Acorda, Justiça brasileira!
LEÔNIDAS MARQUES
leo_vr@terra.com.br
Volta Redonda (RJ)
Por goleada, o STF aprovou as candidaturas de prefeituráveis com "ficha suja". Se isso não acontecesse, dificilmente haveria eleições municipais. Só rindo!
RICARDO GRANATOWICZ
ricgrana@terra.com.br
São Paulo
O STF determinou que cabe ao eleitor rejeitar os candidatos
pelo voto. Há 40 anos tento me dirigir às urnas com consciência, no entanto, mesmo fazendo um apurado pente-fino no currículo dos políticos, procurando os melhores, ao tomarem posse... todas as promessas e a postura ética anteriormente demonstrada se vão, e aí mais quatro anos de espera para tentar mudar a situação criada. E pior: agora eu serei considerado culpado por ter votado naquele péssimo candidato. Estou errando? Não, com certeza, não. Acho que os partidos e a Justiça deveriam, sim, barrar todos aqueles sem as condições mínimas de se candidatarem.
Vá você procurar um emprego qualquer com alguma, ainda que
pequena, ressalva em sua ficha, algum deslize... Já era, dançou!
JOSÉ CARLOS RUEDA
rujocaeda@gmail.com
São Paulo
Se o STF libera esses candidatos, eu sugiro aos meus compatriotas que demonstrem a sua cidadania não comparecendo às urnas nas próximas eleições. Se eles não têm vergonha de se candidatar, eu tenho vergonha de elegê-los! Não lhes darei o meu voto! A Justiça é cega? Coitada, aqui ela é surda e muda também.
MATILDE ROMANO
mati.paula@yahoo.com.br
São Paulo
Ministérios
Na semana passada o presidente Lula criou um novo Ministério,
o da Pesca, que exigirá a contratação de mais 200 funcionários. Poderia ter criado logo dois Ministérios: um da Pesca em Água
Doce e outro da Pesca em Água Salgada, criando 400 cargos e abrindo espaço para premiar mais um esforçado colaborador com o cargo de ministro. Por que não, se temos tantos peixes de água doce e salgada? Mas, afinal, quantos ministros tem hoje
o governo Lula? Alguém sabe?
LUIS FONTANA RABAL
lontrapepe@uol.com.br
São Paulo
?Reforma aquária?
Tem razão em se preocupar o articulista João Lara Mesquita (6/8, A2). Não vai demorar e surgirá o MSM - Movimento dos Sem-Mar -, garantindo para si verbas, doações, etc., etc...
HENRIQUE MASSARELLI
hermassa@uol.com.br
São Paulo
Peixes e abobrinhas
O artigo Oportunidade perdida, de João Lara Mesquita (6/8, A2), e
a análise de Rui Nogueira (Estimativas provisórias e pesquisa requentada, B4), na mesma data, resumem o que é esse triste governo. Lula, com sua experiência de pescador de fim de semana, fala em "reforma aquária", enquanto o Ibama nem sequer possui um barco para fiscalização. Já Márcio Pochmann, do agora aparelhado e desacreditado Ipea, requenta dados para uso nitidamente político. E falando em dados, quem ganha por mês R$ 1.064 pode ser considerado classe média?!
MARCOS JOSÉ DE FREITAS E SILVA
marcosjfreitas@uol.com.br
São Paulo
A classe média anda tão exaurida por impostos, planos de saúde, educação, etc., que a próxima informação será a de que o Bolsa-Família deverá também ser estendido às pessoas que a compõem.
CARLOS TULLIO SCHIBUOLA
schibuolact@ig.com.br
São Paulo
Por três vezes em meu tempo de vida vi a classe média ascender: na bonança do pós-guerra, sob o desenvolvimentismo de JK e no controverso tempo do milagre de Delfim Netto. O quarto ato, que se anunciou na edição de 6/8 do Estado, preocupa-me, porque é de efeito apenas econômico: a nova classe média emerge sem escolaridade, cultura ou formação. Culpa de muitos governos, sim. Mas é também culpa de todos nós.
SILVIO GUIMARÃES,
professor
Campinas
Petrobrás
As constantes declarações do ministro de Minas e Energia e do
presidente da Agência Nacional do Petróleo de que a Petrobrás não poderia ser a responsável pela exploração das novas áreas
do pré-sal da costa brasileira, sob o argumento de que, sendo uma sociedade anônima, tem muitos acionistas estrangeiros, estão a mostrar os seus resultados concretos: a fuga massiva dos investidores estrangeiros do ativo, fazendo o valor da ação PN baixar de R$ 52,51 em 21/5 para R$ 32,89 em 4/8, com uma desvalorização de 37%, provocando um prejuízo à Nação de mais de R$ 100 bilhões no valor de mercado da empresa. Isso é o que dá nomear políticos incompetentes para áreas técnicas, os quais acabam contribuindo para a desvalorização do patrimônio público e desqualificando a maior empresa nacional, reconhecida mundialmente como a detentora da melhor tecnologia em exploração de petróleo em águas profundas.
ADEL FERES
a.feres@terra.com.br
Goiânia
Abusos da PF
O editorial Resgate do Estado de Direito (6/8, A3) representa, ao lado do debate promovido entre o presidente do STF, o ministro da Justiça, o procurador-geral da República e o presidente da OAB nacional, a página mais importante na contenção da hemorrágica onda de abusos praticados nas diferentes operações da Polícia Federal (PF). Por isso, como aventado pelo ministro Gilmar Mendes, é oportuníssima a criação, como de resto existe há muitos anos em relação à Polícia Civil no âmbito das Justiças estaduais,
da figura do juiz corregedor da Polícia Federal. O ponto alto do editorial, porém, está na demonstração de que os apontados abusos mereceram, pesa dizê-lo, a chancela do juiz federal Fausto De Sanctis, que é o responsável direto pela determinação de prisões indevidas e de escutas a rodo.
ALBERTO ZACHARIAS TORON,
advogado, secretário-geral adjunto do Conselho Federal da OAB e presidente da Comissão Nacional de Prerrogativas da OAB
aztoron@terra.com.br
São Paulo
Distorção histórica
O Estado, que tem história de luta democrática no Brasil, merece o nosso reconhecimento e respeito. No editorial Defensores públicos (30/7, A3) expôs com precisão os pontos de vista da OAB-SP e da Defensoria Pública quanto ao impasse em torno da renovação do Convênio de Assistência Judiciária. Não posso concordar, porém, com a observação de que "a OAB-SP está reagindo, no caso, como uma entidade sindical". Embora entenda que uma entidade sindical desempenhe luta digna na defesa dos interesses de sua classe num país onde ainda há trabalho escravo, infantil e precarizações de todos os tipos nas relações de trabalho, discordo de que a luta empreendida pela OAB-SP em prol da valorização dos 47 mil advogados tenha essa conotação. Ao contrário, a OAB-SP presta um serviço público e tem por finalidade a representação, a defesa, a seleção e a disciplina dos advogados. Por força de lei, também tem por finalidade a defesa do Estado Democrático de Direito, dos Direitos Humanos e da Cidadania. Lastreada nessas premissas é que a OAB-SP está trabalhando. Portanto, cumprindo nosso papel e dando visibilidade a uma distorção histórica que não pode mais existir. Enquanto o defensor público ganha em média um salário de R$ 8 mil, além de férias e outros benefícios, os advogados conveniados recebem em média R$ 500 por processo, depois de anos de tramitação para realizar o mesmo múnus público - atender à população carente, que recebe até três salários mínimos -, o que é mais do que muitos advogados recebem nesse convênio. Assim, para respeitar esses colegas e reconhecer o seu trabalho, realizado há 22 anos, é que a OAB-SP tenta dar início à retomada da recuperação do poder aquisitivo da tabela de honorários do referido convênio.
LUIZ FLÁVIO BORGES D?URSO,
presidente
ssilveira@oabsp.org.br
São Paulo
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