Quinta-Feira, 14 de Agosto de 2008 | Versão Impressa

Chinesas

A timidez terá de dar lugar à agressividade e à confiança. Jade Barbosa e Ana Cláudia Silva disputam a final individual geral dos Jogos, a partir da 0h15 de amanhã. Elas participarão dos exercícios de trave, solo, salto e barras assimétricas. E têm apenas uma chance para executar cada movimento. O objetivo é ir somando pontos até a medalha. "Foi bom ter participado da prova por equipe. Ganhei experiência para competir sozinha", avalia Jade. Aos 17 anos, ela quer se tornar a número 1 do Brasil após as aposentadorias anunciadas de Daniele Hypólito e Daiane dos Santos. Ana Cláudia, de 16 anos, está atrás de mais experiência e animada com a possibilidade de permanecer na equipe nacional.

A chinesa Fei Cheng terminou a apresentação no solo na final por equipe da ginástica artística com um soco no ar. Nem esperou pela nota de 15.450, a melhor do time. Sabia que a China havia ganhado pela primeira vez o ouro olímpico da prova, com 188.900 pontos. As americanas (186.525) conquistaram a medalha de prata e as romenas, a de bronze (181.525).

Com as malas prontas para voltar ao Brasil depois da eliminação olímpica, o meio-leve João Derly não conseguiu ver o amigo Tiago Camilo conquistar a medalha de bronze na terça-feira. Só no fim da viagem de quase 30 horas entre Pequim e São Paulo, encerrada ontem, é que Derly soube que o companheiro de Sogipa havia dedicado a ele a conquista. Admitiu que evitou falar com o amigo para não deixá-lo ansioso.