Sexta-Feira, 02 de Janeiro de 2009 | Versão Impressa
Imprensa não vê o lado palestino
Só dez jornalistas poderão entrar em Gaza
Gustavo Chacra, Sderot
As tevês israelenses exibiam imagens da cidade mais alvejada pelos foguetes palestinos. O problema é que, apesar das dezenas de Kassam que caíram sobre Sderot nos últimos anos, a cena não é de destruição, pelo menos para quem já viu cidades como Khiam e Bint Jbeil, no sul do Líbano, após uma guerra que não deixou quase nenhum prédio de pé.
No centro de imprensa, membros da chancelaria israelense dão assistência para conseguir entrevistas e concedem todo o tipo de informação. Autoridades e analistas estão disponíveis para responder a qualquer questão.
A dificuldade da cobertura é que não existe o lado palestino. Ou pelo menos do Hamas, já que a Autoridade Palestina pode ser procurada em Ramallah, na Cisjordânia. Alegando razões de segurança, Israel não permite a entrada de jornalistas na Faixa de Gaza.
A Associação de Imprensa Estrangeira de Israel conseguiu na Justiça que o governo israelense liberasse a entrada de um número reduzido de jornalistas no território palestino.
Em conversa com o Estado, que pediu para ser incluído no grupo, Glenys Sugarman, que dirige a associação, disse que a prioridade será de membros do grupo, que tem um total de 500 filiados - este repórter não integra a organização. Destes, dez poderão se juntar aos jornalistas da Al-Jazira para mostrar o outro lado.