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Ibirapuera terá fiação elétrica aterrada até 2013
Até lá, Prefeitura deverá sanar dívida com Eletropaulo, em contrapartida; Faria Lima também esconderá fios
A paisagem do Parque do Ibirapuera, na zona sul, vai mudar a partir do ano que vem. Os fios pendurados nos postes serão aterrados pela Eletropaulo. A empresa fez parceria com a Prefeitura para esconder os 5 quilômetros de rede aérea do parque e das ruas próximas. Ao todo, a negociação prevê o aterramento de 18 km de fios em outras regiões, entre elas a Avenida Faria Lima.
O projeto será feito em etapas até 2013, período em que a Prefeitura deve quitar a dívida de R$ 344,2 milhões com a Eletropaulo referente ao fornecimento de energia. O acordo estabelece o pagamento da dívida e o investimento de 50% do valor em obras para a cidade. A Eletropaulo se comprometeu a destinar R$ 172,1 milhões para redes, iluminação pública e projetos de eficiência energética em escolas. Desse total, R$ 86,9 milhões serão aplicados no aterramento de fios.
Depois de a Prefeitura pagar a primeira parcela, em junho, as obras começarão num prazo de 90 dias. Segundo o diretor de Operações da Eletropaulo, Roberto Di Nardo, o projeto mais avançado é o do Ibirapuera, que deve sair do papel no segundo semestre. "Ali não há tanta interferência no trânsito e não causa tanto transtorno à população." O da Faria Lima deve demorar justamente por causa da interferência no trânsito. A fiação subterrânea já existe em parte da Rua Oscar Freire, nos Jardins, desde 2006. Lá, aterrar cada metro custou em média R$ 5 mil. Di Nardo não soube dizer o custo das obras no parque, mas adiantou que a empresa deve gastar menos - o local não exige grandes interdições.
Para a conselheira do Conselho Gestor do Ibirapuera, Karol Anness, o aterramento dos cabos na região é o primeiro passo para tornar o parque uma área modelo. "O Ibirapuera é um ícone e tem de ser exemplo em tudo, inclusive na fiação subterrânea." Karol diz torcer para a Prefeitura aproveitar as obras e reforçar a iluminação do local.
A lei que obriga as concessionárias a "esconder" o cabeamento da cidade foi aprovada em 2006. O texto prevê que os custos, até sobre danos nas áreas públicas, sejam arcados pelas concessionárias. As empresas que operam ou usam cabos aéreos deveriam torná-los subterrâneos em uma extensão de até 250 km lineares de via por ano. "Mas as concessionárias alegam que o custo é muito alto", diz Luiz Pacheco, diretor do Departamento de Controle de Uso das Vias Públicas.
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