PAN 2007
terça-feira, 17 de julho de 2007, 00:01 | Online
Mulheres nikkeis dão brilho à festa
Chieko, Tomie, Tizuka e Luiza já se preparam para o dia do centenário
Nair Keiko Suzuki, especial para O Estado

Chieko pretende expor origamis feitos por pessoas de vários níveis sociais - do alto executivo de uma empresa a crianças de uma favela - para levar, nas dobraduras de papel, mensagens que traduzam os valores morais e éticos do povo japonês. “O origami é uma arte de baixo custo, por isso, pode ser amplamente utilizado nesse meu propósito de viabilizar projetos para o bem comum da humanidade”, diz Chieko, que conta com a colaboração da especialista nessa arte, Mari Kanegae.
Por meio dessa exposição, que pretende que seja itinerante, levando-a a outros Estados e ao Japão, Chieko quer reforçar os valores da cultura japonesa que os imigrantes trouxeram junto com a esperança por uma vida melhor, que ela resume em trabalho, disciplina, determinação, sabedoria e honestidade.
A empresária acha que o centenário não deve ser comemorado só pelo passado, pelo que significou nesses 100 anos a contribuição da imigração japonesa ao progresso social, educacional, cultural e econômico. “Precisamos pensar no futuro, em como estreitar ainda mais os laços entre os dois países, levando em conta o avanço da tecnologia e os temas do momento como o uso do etanol”, diz Chieko. Ela quer que a comemoração do centenário da imigração japonesa crie mais oportunidades de negócios no Brasil e no Japão. Os empreendedores, na sua opinião, têm a chance de conquistar o mercado japonês com produtos inéditos e exclusivos, como o capim dourado que só existe em algumas regiões brasileiras e rende ricos artesanatos.
Feira e censo
Além da exposição em origami, Chieko Aoki programou a realização da Feira Industrial Brasileira no Japão e a vinda ao Brasil de cerca de 70 dos 200 integrantes do Rappongi Men’s Chorus Club, um coral formado por empresários e personalidades japonesas que cantam para desenvolver ação social não só no Japão, como em outros países, onde arrecadam fundos para amparar povos necessitados.
Chieko acompanha também os projetos da atualização do censo da comunidade japonesa no Brasil - o último foi feito em 1980; de digitalização do Acervo Literário da Imigração Japonesa; de descoberta da árvore genealógica das famílias japonesas, num programa que tem o sugestivo nome de ashi-ato (marca da pegada dos pés); e as atividades do Japan Experience, criado em 2004 e que conta com mais de 30 mil jovens que se dedicam à prática de arte da cultura japonesa como mangá (história em quadrinhos), street dance e taikô (batuque em tambores gigantescos) .
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