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terça-feira, 28 de agosto de 2007, 03:17 | Online
Yahoo enfrenta processo por prisão de jornalistas chineses
Empresa é acusada de cumplicidade em abusos de direitos humanos na China.
BBC Brasil - BBC
- A organização americana de direitos humanos "World Organization for Human Rights" está processando a empresa de internet Yahoo por suposta cumplicidade em abusos de direitos humanos e atos de tortura na China.
Segundo a organização, informações fornecidas pelo Yahoo ao governo chinês levaram à prisão de escritores e dissidentes.
O grupo iniciou o processo, na cidade americana de San Francisco, em nome dos jornalistas chineses Shi Tao e Wang Xiaoning e da esposa deste, Yu Ling.
Tao ficou preso por 10 anos acusado de subversão depois que o Yahoo forneceu seus dados para autoridades chinesas. O jornalista havia colocado na internet críticas sobre a corrupção governamental.
Segundo o advogado de defesa, a empresa deveria ter perguntado ao governo chinês o motivo do pedido de informações antes de fornecer os dados sobre os dois homens.
A defesa afirma que o Yahoo falhou no cumprimento de suas responsabilidades éticas.
A empresa afirma que deve seguir as leis locais nas regiões em que opera. No entanto, admitiu que o fornecimento de informações sobre usuários ao governo chinês levou a prisões.
Em um comunicado, o Yahoo afirma que apóia a privacidade e a livre expressão e que está trabalhando com outras empresas de tecnologia para encontrar uma maneira de lidar com as preocupações a respeito de direitos humanos.
Segundo o correspondente da BBC na Califórnia, David Willis, o caso provocou um debate em torno da responsabilidade das empresas americanas de internet de proteger o anonimato de seus usuários nos países em que atuam.
As leis que regulam a internet na China são rígidas.
O Yahoo não é o único acusado de colaborar com autoridades chinesas. A empresa rival Google admite bloquear temas políticos considerados "sensíveis" em seu website na China. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
Segundo a organização, informações fornecidas pelo Yahoo ao governo chinês levaram à prisão de escritores e dissidentes.
O grupo iniciou o processo, na cidade americana de San Francisco, em nome dos jornalistas chineses Shi Tao e Wang Xiaoning e da esposa deste, Yu Ling.
Tao ficou preso por 10 anos acusado de subversão depois que o Yahoo forneceu seus dados para autoridades chinesas. O jornalista havia colocado na internet críticas sobre a corrupção governamental.
Segundo o advogado de defesa, a empresa deveria ter perguntado ao governo chinês o motivo do pedido de informações antes de fornecer os dados sobre os dois homens.
A defesa afirma que o Yahoo falhou no cumprimento de suas responsabilidades éticas.
A empresa afirma que deve seguir as leis locais nas regiões em que opera. No entanto, admitiu que o fornecimento de informações sobre usuários ao governo chinês levou a prisões.
Em um comunicado, o Yahoo afirma que apóia a privacidade e a livre expressão e que está trabalhando com outras empresas de tecnologia para encontrar uma maneira de lidar com as preocupações a respeito de direitos humanos.
Segundo o correspondente da BBC na Califórnia, David Willis, o caso provocou um debate em torno da responsabilidade das empresas americanas de internet de proteger o anonimato de seus usuários nos países em que atuam.
As leis que regulam a internet na China são rígidas.
O Yahoo não é o único acusado de colaborar com autoridades chinesas. A empresa rival Google admite bloquear temas políticos considerados "sensíveis" em seu website na China. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
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yahoo,
china,
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