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terça-feira, 28 de agosto de 2007, 19:11 | Online
MST terá de desocupar fazenda usada pelo tráfico na BA
TIAGO DÉCIMO - Agencia Estado
SALVADOR - O juiz Mário Vivas, de Juazeiro, na Bahia, expediu hoje um mandado de reintegração de posse da fazenda onde, segundo a Polícia Federal (PF), fica a sede da empresa de exportação de frutas Mariad, fachada para um esquema de tráfico internacional de drogas. A área foi invadida no domingo por cerca de 300 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST). Dois oficiais de Justiça seguiram para a propriedade e a coordenação do movimento concordou em deixar o local ainda hoje
A Justiça do Trabalho de Juazeiro atendeu, também, outra reivindicação dos cerca de 2,2 mil trabalhadores da fazenda. Em acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Juazeiro, o agrônomo Rogério Alves de Santana foi nomeado interventor da propriedade. Ele começa a trabalhar amanhã. Desde o dia 20, a fazenda estava sem administrador.
O dono da área, o colombiano Gustavo Duran Bautista, acusado de participar da quadrilha do megatraficante Juan Carlos Ramirez Abadía, foi preso no Uruguai com 485 quilos de cocaína, dois dias antes. A gerente da fazenda, Ana Lúcia de Araújo Lacerda, também foi presa por agentes da Polícia Federal no dia 20. Segundo a PF, a empresa Mariad funcionava como fachada para o esquema de tráfico - cocaína era colocada em fundos falsos das caixas de frutas exportadas para a Europa.D
A Justiça do Trabalho de Juazeiro atendeu, também, outra reivindicação dos cerca de 2,2 mil trabalhadores da fazenda. Em acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Juazeiro, o agrônomo Rogério Alves de Santana foi nomeado interventor da propriedade. Ele começa a trabalhar amanhã. Desde o dia 20, a fazenda estava sem administrador.
O dono da área, o colombiano Gustavo Duran Bautista, acusado de participar da quadrilha do megatraficante Juan Carlos Ramirez Abadía, foi preso no Uruguai com 485 quilos de cocaína, dois dias antes. A gerente da fazenda, Ana Lúcia de Araújo Lacerda, também foi presa por agentes da Polícia Federal no dia 20. Segundo a PF, a empresa Mariad funcionava como fachada para o esquema de tráfico - cocaína era colocada em fundos falsos das caixas de frutas exportadas para a Europa.D