São Paulo
segunda-feira, 8 de outubro de 2007, 08:29 | Online
Juizados especiais começam a funcionar nos aeroportos
Postos têm caráter emergencial e visam solucionar problemas da crise aérea
Milton F. da Rocha Filho, da Agência Estado
A implantação dos juizados especiais nos aeroportos, coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), tendo, no caso de São Paulo, o apoio estrutural do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (SP e MS), responsável por todos os Juizados Especiais Federais implantados nestes dois Estados, e Tribunal de Justiça de São Paulo.
A presidente do Conselho Nacional de Justiça e do Supremo Tribunal Federal (STF), Ellen Gracie, disse que "a criação dos juizados pode amenizar a situação de intranqüilidade nos aeroportos". De acordo com a ministra, os juizados especiais vão trabalhar com base na conciliação, buscando acordos para resolver imediatamente impasses como cancelamentos de vôos, atrasos, overbooking. "A idéia é que sejam resolvidas questões simples. Questões mais complexas serão tratadas nos fóruns competentes", explicou a ministra Ellen Gracie.
Em São Paulo, as inaugurações devem ocorrer às 13 horas em Congonhas e às 14h30 no Aeroporto Internacional de São Paulo (Cumbica), ambas com a presença do ministro Gilson Dipp, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que coordenou a comissão responsável pela instalação dos juizados nos aeroportos.
Movimento calmo
Os dois principais aeroportos de São Paulo tinham movimento tranqüilo na manhã desta segunda-feira. Mesmo operando com a ajuda de instrumentos, devido à baixa visibilidade, o aeroporto de Congonhas tinha apenas um atraso e um cancelamento. Em Cumbica, quatro decolagens, de um total de 29 previstas, estavam atrasadas em mais de uma hora; nenhum vôo havia sido cancelado.
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