São Paulo

segunda-feira, 22 de outubro de 2007, 08:39 | Online

Filas aumentam e vôos atrasam no Aeroporto de Congonhas

Aeroporto voltou a operar normalmente às 8h45 depois de trabalhar com instrumentos no começo da manhã

Solange Spigliatti, do estadao.com.br

Filas e espera no saguão de Congonhas nesta 2ª

Ernesto Rodrigues/AE

Filas e espera no saguão de Congonhas nesta 2ª

SÃO PAULO - O movimento de passageiros era grande no Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista, na manhã desta segunda-feira, 22. Até às 9 horas, a Empresa Brasileira de infra-estrutura Aeroportuária (Infraero) registrou 15 vôos com atrasos superiores a uma hora e quatro cancelamentos, sendo que 58 vôos estavam programados

 

Depois de iniciar as operações com a ajuda de instrumentos, o aeroporto passou a funcionar normalmente às 8h45. No começo da manhã, o aeroporto registrava apenas quatro atrasos superiores a uma hora e nenhum cancelamento. Com o aumento no número de passageiros, as filas de check-in ficaram longas no saguão do terminal.

 

Tumulto no domingo

 

A chuva que caiu em São Paulo no começo da noite de domingo causou problemas em Congonhas. Além do grande movimento, intensificado pelos turistas que vieram ver o Grande Prêmio de Fórmula 1 e tentavam voltar para casa, as fortes chuvas e ventos vindos do Sul fizeram o aeroporto fechar para pousos e decolagens a partir das 20h41.

 

O excesso de aviões na região também congestionou as freqüências entre a torre e os pilotos e sobrecarregou o Aeroporto Internacional de Cumbica. Segundo a Infraero, alguns pilotos preferiram ir aterrissar lá. Vôos que vinham de Curitiba, Brasília e cidades do nordeste do País foram desviados a São José dos Campos (SP) e ao Aeroporto do Galeão, no Rio.

 

As companhias aéreas orientavam os passageiros com bilhete de embarque na mão a aguardar a liberação das pistas, o que não havia ocorrido até as 23 horas. Nesse momento, pelo menos 500 pessoas aguardavam no saguão. A equipe do Cruzeiro, depois de perder de 1 a 0 para o São Paulo, não conseguiu embarcar e foi para um hotel.

 

Opções

 

Os passageiros tinham três opções: enfrentar uma grande fila para remarcar seu vôo, cancelar a viagem ou pegar um ônibus até Cumbica. "Tive muito azar. Fecharam o check-in quando chegou minha vez de ser atendido, às 21 horas", lamentava o consultor técnico e geólogo Tercílio de Almeida Coutinho, de Rio Claro, no interior paulista. Ele tinha passagem da TAM para as 22h55, com destino a Campo Grande, e soube que deveria providenciar hospedagem assim que remarcasse o bilhete.

 

A justificativa da empresa, segundo a funcionária que fornecia informações no balcão, era a de que, desde que Congonhas deixou de ser ponto de conexão, as companhias não são mais obrigadas a disponibilizar hospedagem a passageiros.

 

Texto alterado às 9h34 para acréscimo de informações.


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