enquanto os cafezais do vale do Paraíba decaiam, seja pelo esgotamento das terras mal aproveitadas, seja pelas limitações de eficiência do trabalho escravo.

Os pragmáticos paulistas passaram a procurar o trabalho assalariado de imigrantes europeus, os quais, além de serem mais produtivos, ampliavam o mercado consumidor. Assim, a ferrovia vinha para escoar uma produção crescente voltada para os mercados externos, que por sua vez desencadeava uma expansão do comércio e da indústria através do mercado interno. O pouso de tropas e estudantes de Direito havia entrado inexoravelmente em um ciclo econômico virtuoso em direção à urbanização e à industrialização.

Contudo, apesar das inovações, era ainda uma pequena cidade com pouco mais de 30.000 habitantes, na sua maioria tropeiros, funcionários públicos e estudantes de Direito.

  Na margem oeste do Anhangabaú ainda se caçavam perdizes e se pescavam bagres em uma lagoa próxima à Estação da Luz. Em 1875 existiam mais dois jornais diários de algum porte : o “Correio Paulistano”, fundado em 1854; e o “Diário de São Paulo”, de 1865 – ambos extintos.

A importância da fundação de “A Província” deve-se ao fato de ser o primeiro grande jornal engajado no ideário republicano e abolicionista, por meio dos textos contundentes de Francisco Rangel Pestana e Américo de Campos, seus primeiros redatores.

Sua tiragem inicial era de 2.000 exemplares, bastante significativa para a população da cidade, estimada em 31 mil. Pode-se dizer que a partir de então o jornal foi crescendo com a cidade e influenciando cada vez mais a evolução política do país, com a enorme responsabilidade de ser o principal veículo da mais republicana das cidades


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