América Latina
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007, 14:16 | Online
Entrega de reféns deve ocorrer em 72 horas, diz vice-chanceler
Rodolfo Sanz afirma que operação que libertará 3 seqüestrados pelas Farc na Colômbia acontecerá até domingo
AP
Ele disse também que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, está "empenhado" em conversar com representantes das Farc para discutir com profundidade uma saída política para a situação de conflito na Colômbia.
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Os reféns a ser libertados são Clara Rojas, que foi capturada em 2002, quando era candidata a vice-presidente da Colômbia na chapa de Ingrid Betancourt, também refém; a ex-parlamentar Consuelo Gonzalez, sequestrada um ano antes, e o filho de Rojas, Emmanuel, cujo pai é um dos seqüestradores. Já a Cruz Vermelha afirmou que as dificuldades de logística podem fazer com que a operação leve dias para ser concluída. Emmanuel, que tem entre 3 e 4 anos, virou símbolo das crianças vítimas da guerra entre as milícias colombianas.
A Colômbia deu permissão para que aviões e helicópteros venezuelanos com o símbolo da Cruz Vermelha aterrissem no país para pegar duas políticas colombianas mantidas reféns há anos pelas Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), assim como uma criança, filha de uma delas, que nasceu no cativeiro.
Hugo Chávez, o presidente da Venezuela e o único autorizado pelos rebeldes a receber os reféns, disse que só precisaria de algumas horas para organizar a entrega, mas o Comitê Internacional da Cruz Vermelha não concordou.
"Recebemos o sinal verde das Farc para participar dessa operação. Agora estamos trabalhando em cima da logística", disse Yves Heller, porta-voz da Cruz Vermelha na Colômbia. "É difícil dizer quando a libertação dos reféns vai acontecer." As Farc anunciaram este mês que libertariam três reféns, entregando-os a Chávez ou a alguém designado por ele.
Operação
O comboio aéreo de Chávez deve chegar à cidade colombiana de Villavicencio, ao pé dos Andes, de onde os helicópteros partirão para um ponto de encontro ainda desconhecido. Os reféns serão então entregues e levados para a Venezuela.
A Cruz Vermelha está enviando delegados para a Venezuela para participar do comboio. Ao mesmo tempo, um grupo de personalidades internacionais, como o ex-presidente argentino Néstor Kirchner, está indo para a Colômbia para garantir que a entrega aconteça.
O presidente Alvaro Uribe, conservador e aliado dos Estados Unidos, permitira a participação de Chávez na negociação mas depois rompeu com ele, criando uma crise diplomática. Mas o venezuelano continuou conversando com os guerrilheiros e acabou obtendo a libertação. As Farc mantêm ainda cerca de 750 reféns, entre eles Betancourt.
(Com Reuters)
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