América Latina
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008, 14:16 | Online
Venezuelano assume culpa em escândalo com mala na Argentina
Autoridades dos EUA dizem que dinheiro iria para campanha da argentina Cristina Kirchner, eleita presidente
Reuters
Moisés Maionica, que mora em Miami, foi acusado em dezembro com outras quatro pessoas implicadas no caso – que deflagrou acusações de corrupção na Argentina e tensões diplomáticas entre Washington, Caracas e Buenos Aires.
Autoridades norte-americanas disseram que os cinco homens representavam o governo do presidente venezuelano Hugo Chávez, um crítico ferrenho dos Estados Unidos, e destacaram perante a Justiça que um deles havia informado que o dinheiro seria para a campanha de Cristina Fernández de Kirchner, a ex-primeira-dama que venceu as eleições presidenciais da Argentina em outubro.
Rubén Oliva, advogado de Maionica, disse que seu cliente estava nos EUA prestes a embarcar em um cruzeiro quando recebeu a ligação de um funcionário da agência de inteligência da Venezuela pedindo que ajudasse o empresário Guido Antonini Wilson, que transportou a maleta com dinheiro para a Argentina.
O advogado alegou que Maionica não sabia que era necessário avisar o governo dos EUA sobre o dinheiro, mas reconheceu que a ignorância das leis não era uma defesa.
Em 7 de janeiro, Maionica, de 36 anos, se declarou inocente das acusações das autoridades dos EUA e a contestação desta sexta-feira representou uma reviravolta em sua posição.
O "escândalo da mala", como foi batizado na imprensa argentina, veio à tona quando o empresário venezuelano-americano Guido Antonini Wilson foi flagrado com 800 mil dólares num jatinho que havia sido fretado por uma estatal argentina para transportar funcionários de Caracas a Buenos Aires.
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