Europa

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008, 11:00 | Online

Putin afirma que apoio ao Kosovo é 'imoral e ilegal'

Presidente russo diz que nações européias que apóiam a independência da província deveriam se envergonhar

Efe e Associated Press

MOSCOU - O presidente russo, Vladimir Putin, qualificou nesta quinta-feira, 14, a independência de Kosovo como "imoral e ilegal" qualquer tipo de apoio à declaração unilateral de autoridades da província. Ele afirmou ainda, durante a entrevista coletiva anual, que os países europeus deveriam "se envergonhar" pelo apoio.

 

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A declaração foi feita horas antes da reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, do qual a Rússia faz parte, convocada pelo governo sérvio e por Moscou para discutir o tema. Putin pediu o encontro em caráter emergencial para debater a iminente proclamação da independência da província sérvia, que pode acontecer entre domingo e segunda.

 

A Rússia, aliada da Sérvia, sempre resistiu à independência de Kosovo, alegando que estabeleceria um precedente para a Abkházia e a Ossétia do Sul, além de outras regiões em disputa na antiga União Soviética.

 

Kosovo pertence formalmente à Sérvia, mas sua população é majoritariamente de etnia albanesa. A região está há oito anos sob controle da ONU e proteção da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). O Ocidente vê a independência sob supervisão da UE como a única solução viável.

 

Anulação

 

O governo da Sérvia aprovou uma medida para anular de forma antecipada a independência unilateral do Kosovo, que a maioria albanesa pretende proclamar. A decisão sobre a anulação do que consideram "atos ilegais" dos líderes albano-kosovares será ativada no momento da proclamação da independência unilateral em Pristina pelo Parlamento kosovar.

 

A Sérvia se opõe categoricamente à independência de sua província e aos atos unilaterais que considera uma violação do direito internacional e insiste que apenas o Conselho de Segurança da ONU pode decidir esta questão. "É da máxima importância que a Sérvia persista no respeito ao direito internacional, em base ao qual poderemos defender nosso Kosovo como reza a Carta da ONU e a Constituição sérvia", disse o primeiro-ministro sérvio, Vojislav Kostunica, ao jornal Glas javnosti.


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