América Latina

quarta-feira, 5 de março de 2008, 17:09 | Online

Em telefonema para Sarkozy, Chávez reafirma posição pacifista

A pedidos do presidente francês, Evo Morales recebeu uma solicitação em 2007 para ser o mediador das Farc

Efe

LA PAZ - Em um evento público em Caracas, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmou nesta quarta-feira, 5, ter conversado por telefone com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, sobre a crise diplomática, e disse estar comprometido com a paz. Ainda a pedidos do chefe de Estado da França, o presidente boliviano, Evo Morales, recebeu em novembro de 2007 uma solicitação para ser o mediador das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), informou o governo da Bolívia nesta quarta-feira, 5.

 

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Sarkozy e Chávez estiveram em contato quando o governante venezuelano atuou como mediador para uma troca humanitária entre reféns das Farc - incluindo Ingrid Betancourt - e guerrilheiros presos.

 

O líder venezuelano não deu mais detalhes sobre sua conversa com o presidente francês, mas assinalou ter reiterado a Sarkozy que a Venezuela tem uma vocação "pacifista."

 

"Disse ao presidente e bom amigo Nicolas Sarkozy que somos um povo e uma nação pacifista. Queremos a paz, e nada nem ninguém nos tirará do caminho da paz verdadeira", afirmou Chávez. "Já chega de tanta violência, de tanta baixaria", acrescentou.

 

Cartas de Sarkozy

 

Em carta enviada a Sarkozy, lida pelo porta-voz presidencial da Bolívia, Álex Contreras, nesta quarta-feira, 5, Evo se comprometeu a "avaliar uma prudente aproximação das Farc para promover a possibilidade de uma solução humanitária à crise dos reféns."

 

Segundo o porta-voz, a oferta do presidente da Bolívia foi uma resposta a outra carta enviada em novembro por Sarkozy, "não apenas ao governo boliviano, mas a vários do mundo."

 

A imprensa boliviana divulgou relatórios colombianos que indicam que as Farc negociavam uma cúpula com Evo e os presidentes da Venezuela; da Nicarágua, Daniel Ortega; e do Equador, Rafael Correa, para estabelecerem juntos uma "estratégia geopolítica comum."

 

Nas informações publicadas na Bolívia, também foi revelado o conteúdo das correspondências trocadas por Evo e Sarkozy.

 

Numa carta do presidente francês, lida pelo porta-voz, Sarkozy pediu ainda o "apoio" de Evo em seu propósito de "conseguir uma solução humanitária que resulte na libertação dos reféns" do grupo guerrilheiro mais antigo da América Latina.

 


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