Geral
sábado, 26 de abril de 2008, 18:04 | Online
Centenas protestam contra preço dos alimentos no Senegal
DIADIE BA - REUTERS
DACAR - Mais de 1.000 pessoas, algumas carregando
sacos de arroz vazios, protestaram em Dacar, a capital do
Senegal, no sábado, contra o aumento do preço dos alimentos, na
mais recente manifestação na empobrecida África Ocidental.
Especialistas em ajuda internacional afirmaram que os altos preços de alimentos e combustíveis ameaçam empurrar 100 milhões de pessoas no mundo para a fome, e governos em países mais pobres tentam encontrar caminhos para suavizar seus efeitos.
O presidente senegalês, Abdoulaye Wade, cujo país importa mais de 80 por cento de seu consumo de arroz, anunciou um plano ambicioso na semana passada para aumentar a produção do grão em cinco vezes para 500 mil toneladas em uma estação.
Mas muitos dizem que as medidas não são suficientes para prevenir que o arroz, parte da dieta básica do país, se torne um artigo de luxo. Eles acusam Wade de se concentrar em projetos glamourosos de infra-estrutura em detrimento das necessidades mais básicas da população.
"Presidente Wade tem que parar com seus gastos", disse Ousmane Ndiaye, um professor de 42 anos, enquanto outro manifestante afirmou: "As medidas anunciadas até agora não vão tirar o Senegal da crise dos alimentos."
Regiões de Dacar foram transformadas no último ano, quando estradas de quatro pistas e hotéis de luxo -- muitos inacabados -- começaram a aparecer em preparação para a cidade sediar a cúpula islâmica no próximo mês.
Especialistas em ajuda internacional afirmaram que os altos preços de alimentos e combustíveis ameaçam empurrar 100 milhões de pessoas no mundo para a fome, e governos em países mais pobres tentam encontrar caminhos para suavizar seus efeitos.
O presidente senegalês, Abdoulaye Wade, cujo país importa mais de 80 por cento de seu consumo de arroz, anunciou um plano ambicioso na semana passada para aumentar a produção do grão em cinco vezes para 500 mil toneladas em uma estação.
Mas muitos dizem que as medidas não são suficientes para prevenir que o arroz, parte da dieta básica do país, se torne um artigo de luxo. Eles acusam Wade de se concentrar em projetos glamourosos de infra-estrutura em detrimento das necessidades mais básicas da população.
"Presidente Wade tem que parar com seus gastos", disse Ousmane Ndiaye, um professor de 42 anos, enquanto outro manifestante afirmou: "As medidas anunciadas até agora não vão tirar o Senegal da crise dos alimentos."
Regiões de Dacar foram transformadas no último ano, quando estradas de quatro pistas e hotéis de luxo -- muitos inacabados -- começaram a aparecer em preparação para a cidade sediar a cúpula islâmica no próximo mês.
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SENEGAL,
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