Oriente Médio

quinta-feira, 29 de maio de 2008, 18:06 | Online

País árabe nomeia embaixadora judia pela primeira vez

Rei de Bahrein indica a legisladora Houda Nonoo para representar o país em Washington

Associated Press

Houda Nonoo se torna a primeira embaixadora judia de um país árabe

AP

Houda Nonoo se torna a primeira embaixadora judia de um país árabe

MANAMA, Bahrein - Em um feito inédito, o rei de Bahrein indicou uma judia para representar o país em Washington. Dessa forma, a legisladora Houda Nonoo, de 43 anos, se torna a primeira judia a ser nomeada para o cargo em uma nação árabe. Ela disse estar orgulhosa de servir seu país "antes de tudo como uma cidadã de Bahrein", acrescentando que não foi escolhida para o cargo por sua religião.

 

"É uma grande honra ser indicada como a primeira embaixadora nos Estados Unidos. Estou ansiosa para enfrentar este novo desafio", disse à agência Associated Press por telefone. O decreto do rei Hamad bin Isa al-Khalifa não especifica o posto exato a qual Houda, mãe de dois filhos, será designada.

 

Houda também é a primeira judia a chefiar uma organização de direitos humanos local, a Bahrain Human Rights Watch.

 

Bahrein, uma ilha pró Ocidente com líderes sunitas e de maioria xiita, é um aliado dos Estados Unidos e abriga a 5.ª infantaria naval americana. Há aproximadamente 50 judeus entre a população estimada em cerca de meio milhão.

 

Os judeus migraram para a região no século 19, a maior parte vinda do Irã e Iraque. O número cresceu no século 20 mas caiu após a guerra árabe-israelense de 1948, quando muitos deixaram o país e foram para os Estados Unidos e Europa.

 

Hoje, os judeus mantém uma vida discreta em Bahrein. A maior parte trabalha em bancos e no comércio. O país não tem relações diplomáticas com Israel. Em 1969, uma delegação oficial israelense visitou a nação, mas na ocasião manifestantes queimaram bandeiras de Israel.

 

Em 2006, após o Bahrein assinar o Tratado de Livre Comércio com os Estados Unidos, Manama fechou uma repartição pública que endossava um boicote a produtos israelenses.

 


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