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quarta-feira, 13 de agosto de 2008, 16:46 | Online
Rússia ficará mais isolada se violar cessar-fogo, diz Rice
Antes de viajar à Geórgia, secretária de Estado dos EUA pede que Moscou cumpra acordo e termine ação militar
AP e Reuters

Em uma entrevista coletiva no Departamento de Estado, a secretária destacou que Moscou "deve terminar" as operações militares na Geórgia imediatamente. "Isso não é 1968 e a invasão da Checoslováquia, onde os russos podem ameaçar um vizinho, ocupar a capital e derrubar um governo", continuou.
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Ela afirmou ainda que o governo russo deve respeitar os esforços americanos que estão a caminho para ajudar o povo georgiano. "Eu ouvi o presidente russo dizer que suas operações militares acabaram. Eu digo que agora é tempo do presidente cumprir sua palavra", acrescentou.
Mais cedo, o presidente George W. Bush também afirmou que a Rússia deve manter a sua palavra e agir para encerrar a crise no Cáucaso. O líder americano anunciou que Washington enviará aviões e navios ao país com suprimentos humanitários. Ele ressaltou que a soberania territorial da Geórgia deve ser respeitada e pediu para que as vias de comunicação permaneçam abertas, para o transporte da ajuda.
Após o pronunciamento de Bush, o ministro das Relações Exteriores da Rússia disse que os Estados Unidos devem se decidir entre uma parceria com Moscou ou a liderança georgiana, à qual descreveu como "projeto virtual". O chanceler declarou ainda que o governo russo não vai permitir saques na Geórgia depois do conflito na região separatista georgiana da Ossétia do Sul.
O conflito no Cáucaso tomou proporções maiores quando a Rússia lançou na última sexta-feira uma ofensiva militar contra a presença da Geórgia em Ossétia do Sul. Em defesa da província separatista, Moscou iniciou um forte bombardeio em território georgiano, que segundo a Rússia já deixou pelo menos 2 mil mortos.
Na terça-feira, o presidente russo, Dmitry Medvedev, e o líder da Geórgia, Mikhail Saakashvili, assinaram um plano de cessar-fogo sob intermédio do chefe de Estado francês, Nicolas Sarkozy. Nesta quarta-feira, no entanto, Tbilisi denunciou a quebra da trégua pelos russos, com um bombardeio na cidade georgiana de Gori.
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