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quarta-feira, 27 de agosto de 2008, 11:39 | Online

Seqüestradores de avião sudanês rendem-se na Líbia, diz TV

Emissora estatal afirma que dois homens se entregam após libertar passageiros de aerovane tomada na terça

Associated Press e Efe

Rota do avião seqüestrado

Arte/estadao.com.br

Rota do avião seqüestrado

TRÍPOLI - Os dois seqüestradores do Boeing 737 da companhia sudanesa Sun Air desviado para o aeroporto líbio de Kufra, e que ainda tinham em seu poder seis membros da tripulação renderam-se às autoridades líbias, informou nesta quarta-feira, 27, a televisão estatal do país norte-africano.

 

O Boeing 737 foi seqüestrado na terça com 95 pessoas a bordo (87 passageiros e oito tripulantes) depois de decolar de Nyala, no sul de Darfur, com destino a Cartum, a capital sudanesa. O vôo foi então desviado para Kufra, um oásis no Saara líbio.

 

A informação foi divulgada por Murtada Hassan, diretor executivo da companhia Sun Air. Ele disse ter sido informado da rendição por funcionários do aeroporto líbio de Kufra envolvidos nas negociações. A rendição encerra um seqüestro qualificado como "ato terrorista irresponsável" pelo Ministério das Relações Exteriores do Sudão. Um dos autores do seqüestro identificou-se às autoridades líbias como integrante de um movimento rebelde que luta contra o governo na região sudanesa de Darfur, mas os insurgentes negaram vínculo com o episódio.

 

Hassan, por sua vez, comentou que os seqüestradores agiram por motivos pessoais e que o episódio não estaria relacionado à insurgência em Darfur. Acredita-se que outros seqüestradores tenham-se misturado aos passageiros libertados mais cedo, uma vez que não se sabe ao certo quantas pessoas participaram. Cartum exige a extradição dos suspeitos.

 

O avião saiu da capital de Darfur do Sul, Nyala, para Cartum. A Líbia concedeu permissão para o avião pousar depois que o piloto disse que eles estavam ficando sem combustível, segundo a agência de notícias estatal líbia. Darfur vive um conflito desde que explodiu uma rebelião contra o comando de Cartum, há cinco anos. Especialistas dizem que mais de 2,5 milhões de pessoas tiveram de abandonar suas casas e 200 mil pessoas foram mortas. O número de mortos oficial é de 10 mil. Os rebeldes estão divididos entre várias facções no país.


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