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quinta-feira, 28 de agosto de 2008, 05:26 | Online
Timor Leste anuncia retirada de tropas australianas
Segundo Xanana Gusmão, segurança melhorou após os atentados sofridos por ele e o presidente do país
Efe
Gusmão assinalou que embora a segurança seja "frágil", melhorou paulatinamente depois dos atentados que ele e o presidente do país, José Ramos Horta, sofreram no começo de fevereiro.
"Tudo está muito calmo agora. As mães podem sair com seus filhos depois do anoitecer. Acreditamos que esta é uma de nossas grandes conquistas", afirmou Gusmão.
O primeiro-ministro timorense indicou que cerca de 50.000 deslocados retornaram a seus lares no ano passado, depois de abandonarem suas casas por causa das violentas manifestações que em 2006 deixaram pelo menos 30 mortos em Díli, a capital.
Gusmão acrescentou que as Forças Armadas do Timor Leste têm a confiança da população, e o Exército se concentra agora nos projetos civis, como a construção de estradas e de outras infra-estruturas básicas.
Em agosto de 2006, após a revoltas de maio, o Conselho de Segurança da ONU criou a Missão Integrada no Timor Leste com o objetivo de ajudar os timorenses a restabelecer a ordem, o que significou o envio de um contingente de pacificação.
A Austrália tinha cerca de 800 soldados e aumentou suas forças após os atentados contra Gusmão e Ramos Horta, com o envio de outros 200 militares.
Gusmão assinou com o governo australiano um acordo no qual Camberra se compromete a gastar 5,7 milhões de dólares australianos (US$ 4,9 milhões) na construção de um centro de treinamento militar para o Exército timorense.
A antiga colônia portuguesa alcançou sua independência em maio de 2002, após três anos de administração das Nações Unidas e depois de 24 anos de ocupação indonésia (1975-1999).
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