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terça-feira, 2 de setembro de 2008, 08:51 | Online
Rússia critica UE por suspender acordos após crise no Cáucaso
Bloco europeu condiciona negociações econômicas com país à retirada de soldados da Geórgia
Associated Press e Efe
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Após uma reunião de emergência com os 27 líderes do bloco em Bruxelas, a UE exigiu que os soldados russos voltem para as posições em que estavam antes do início do conflito entre Moscou e Tbilisi. Apesar de a UE ter endurecido o discurso contra Moscou, sanções mais extremas são improváveis porque o bloco depende da Rússia para suprir grande parte de sua demanda energética.
"Naturalmente, não podemos concordar com o número de medidas preconceituosas em relação ao governo russo no final da declaração do encontro, incluindo a insistência de que nossa reação às agressões da Geórgia foram desproporcionais", afirmou o Ministério de Relações Exteriores russo em comunicado. "O importante, entretanto, é que ficaram em minoria e que a maioria dos países da UE ratificou a política de cooperação com a Rússia, consciente da importância da colaboração em benefício mútuo, dentro da qual se conseguiu muito nos últimos anos", destaca a nota.
"A propósito, (a cúpula da UE) não deu a avaliação que as ações de Tbilisi mereciam, assim como as daqueles que forneceram armamento à Geórgia, transgredindo as normas da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) e da UE", acrescentou o comunicado.
Vladimir Chizhov, enviado russo na União Européia, sugeriu que não estava surpreso pelo bloco não ter definido sanções contra a Rússia. "Somos muito independentes". Ele ainda negou as acusações de que Moscou falhou no cumprimento do cessar-fogo assinado entre os presidentes russo, Dmitri Medvedev, e francês, Nicolas Sarkozy.
Segundo rascunho da declaração aprovada na segunda, a UE afirma estar pronta para considerar laços mais próximos com a Geórgia, facilitando a concessão de vistos, estabelecendo um acordo de livre comércio e enviando auxílio para a reconstrução do país. A Rússia e a UE iniciaram em junho negociações para renovar um acordo de parceria e cooperação comercial após 18 meses de impasse - causado por uma disputa entre membros do bloco do Leste Europeu com Moscou sobre energia. O próximo encontro estava marcado para o dia 15.
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