domingo, 7 de setembro de 2008, 15:38 | Online
Não seria 'sábio' retirar embargo a Cuba agora, diz Rice
No sábado, Cuba rejeitou a oferta americana de enviar uma equipe de análise de desastre devido a Gustav
RICARDO GOZZI - Agencia Estado
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Encerrando uma visita ao norte da África, a secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, disse a jornalistas que o presidente George W. Bush, disse em diversas ocasiões que o governo americano estaria aberto "a um regime cubano preparado para libertar prisioneiros políticos e a caminho de realizar eleições livres e justas". Mas "não vemos nada que sugira que isso venha a acontecer", prosseguiu a chanceler americana. Com a aproximação de mais uma forte tempestade, o furacão Ike, a chancelaria cubana defendeu que "a única ação correta e ética (por parte dos EUA) seria a eliminação total e definitiva dos duros e cruéis bloqueios econômico, comercial e financeiro aplicados há quase meio século" contra a nação caribenha.
Rice alegou não ser possível, sob as atuais circunstâncias, a suspensão do embargo. "O que nós não podemos fazer é transferir o poder de um regime ditatorial para outro. Isso não é aceitável em um hemisfério ocidental democrático, como também não é aceitável para o povo cubano. Então eu não acho que nesse contexto nós passemos a ver agora a suspensão do embargo como algo sábio", argumentou. O ex-presidente cubano Fidel Castro escreveu na semana passada que o Gustav custaria bilhões de dólares em um arquipélago onde o salário médico equivale a US$ 20 por mês. O Gustav não provocou mortes em Cuba, mas destruiu 100.000 habitações no país. As informações são da Associated Press.
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