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sexta-feira, 10 de outubro de 2008, 08:02 | Online
Otan autoriza ação militar contra o tráfico no Afeganistão
Produção de ópio para heroína é a maior fonte de renda do Taleban; país produz 92% da droga no mundo
Agências internacionais
Os ministros da Defesa da aliança chegaram a um acordo conforme o qual a Força Internacional de Assistência à Segurança no Afeganistão (Isaf) "pode atuar" contra instalações e pessoas envolvidas com o tráfico de drogas "que apóiem a insurgência, segundo a autorização dos respectivos países", como laboratórios, redes de tráfico e grandes traficantes.
Pelo menos 14 dos 26 países aliados disseram preferir que a luta contra o narcotráfico continuasse sendo uma responsabilidade da polícia e do Exército afegãos, inclusive com um maior apoio internacional. Além disso, algumas nações temem que estas ações possam supor um aumento das vítimas civis, com a conseqüente piora das relações com a população.Os EUA possuem 50 mil soldados para integrar a missão antinarcóticos. Entretanto, Alemanha, Espanha e outros países ainda questionam a extensão das ações do país. Berlim está preocupada se a repressão ao tráfico não elevará a onda de violência e aumentará os riscos para seus militares
Em um encontro em Budapeste, o ministro de Defesa afegão, Abdul Rahim Wardak, apoiou o pedido para mais ações dos militares no país. O Afeganistão foi novamente o maior produtor mundial de heroína no ano passado. No Afeganistão, militantes do Taliban também tiverem lucro com as drogas. A produção mundial de ópio cresceu para 8.870 toneladas no ano passado. O país foi responsável por 92% do fornecimento mundial do principal ingrediente da heroína.
A solução permite que os países que não desejem que suas tropas façam este tipo de missões fiquem à margem, mas "sem bloquear os demais", explicou na quinta-feira o secretário de Defesa americano, Robert Gates.
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Afeganistão,
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