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sexta-feira, 10 de outubro de 2008, 10:03 | Online
Rússia cumpriu parcialmente retirada na Geórgia, diz França
Em visita à Geórgia, chanceler francês afirma que saída do Exército da zona de segurança é apenas um começo
Reuters
Moscou retirou seu Exército do território georgiano em direção às regiões separatistas, cujas independências foram reconhecidas pelo Kremlin, antes do prazo desta sexta. Porém, a Geórgia afirma que a saída não foi completa por soldados russos permanecem dentro da Ossétia do Sul e da Abkházia. Em nota, o chefe de política externa da UE, Javier Solana, reiterou que as forças russas deixaram a zona de segurança, desmantelando postos de controle, uma base militar e um posto de comunicações.
Na cidade de Gori, nos arredores da Ossétia, Kouchner afirmou que acreditava que a Rússia tinha cumprido parcialmente o acordo mediado pela França. "Isto não está completo. Não Está perfeito. É apenas o começou", disse o chanceler durante visita a um campo de desabrigados. Paris ocupa a Presidência rotativa da UE. "É sempre muito triste ver casas destruídas e pessoas voltando e descobrindo que seus pertences estão num estado desesperador", afirmou Kouchner.
Os ministros de Relações Exteriores da UE decidirão na próxima semana se retomarão as negociações para a parceria entre o bloco e o governo russo, diálogo interrompido até que Moscou cumprisse o cessar-fogo na Geórgia. Kouchner afirmou que não sabe se a retomada acontecerá e apontou diferenças entre os membros do grupo. "Alguns não estão de acordo. Existem pessoas que apóiam a Rússia, e que lutam contra a Rússia", afirmou. O chanceler francês e os observadores da UE em território georgiano apresentarão suas posições sobre a evolução do conflito para que seja preparada a decisão de retomar ou não as conversas.
Moscou afirma que cumpriu com o cessar-fogo e que manterá 7.600 soldados na Abkházia e na Ossétia do Sul para proteger as províncias de novas agressões da Geórgia. O Kremlin diz que foi moralmente obrigado a entrar no país vizinho para prevenir o que chamou de genocídio promovido pelo Exército georgiano. O Ocidente afirmou que a resposta russa foi desproporcional, mas analistas dizem que a decisão européia será ponderada, porque Moscou fornece um quarto do gás e é o maior parceiro comercial e de investimentos dos países.
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