América Latina
sexta-feira, 10 de agosto de 2007, 19:39 | Online
Cuba liberta seu preso político mais antigo após 13 anos
Francisco Chaviano González, 54, foi condenado por revelar segredos de segurança nacional em 1994
REUTERS
HAVANA - Cuba libertou nesta sexta-feira, 10, seu preso político mais antigo, Francisco Chaviano González, que passou mais de 13 anos na prisão, segundo o principal grupo de direitos humanos da ilha.
Chaviano, 54 anos, preso em maio de 1994 e condenado a 15 anos por revelar segredos da segurança nacional, recebeu o benefício da liberdade condicional, segundo nota da Comissão Cubana para os Direitos Humanos e a Reconciliação Nacional.
O ex-professor de matemática, dissidente e ativista dos direitos humanos era citado pela Anistia Internacional como um dos 72 presos de consciência em Cuba. A entidade disse que o julgamento militar dele, em 1994, ficou aquém dos padrões internacionais.
"A libertação de Chaviano levanta a questão da situação de mais de 200 presos políticos que estão vivendo em condições subumanas e degradantes nos cárceres cubanos", disse o porta-voz da comissão de direitos humanos, Elizardo Sánchez.
Segundo ele, Cuba tem o maior número de presos políticos per capita.
A comissão disse no mês passado que o número de presos políticos na ilha caíra de 283 para 246 no primeiro semestre, mas que a situação dos direitos humanos não melhorou desde que Raúl Castro substituiu o irmão Fidel, afastado por doença, como presidente interino.
Cuba não autoriza visitas da Cruz Vermelha Internacional a suas prisões.
Chaviano, 54 anos, preso em maio de 1994 e condenado a 15 anos por revelar segredos da segurança nacional, recebeu o benefício da liberdade condicional, segundo nota da Comissão Cubana para os Direitos Humanos e a Reconciliação Nacional.
O ex-professor de matemática, dissidente e ativista dos direitos humanos era citado pela Anistia Internacional como um dos 72 presos de consciência em Cuba. A entidade disse que o julgamento militar dele, em 1994, ficou aquém dos padrões internacionais.
"A libertação de Chaviano levanta a questão da situação de mais de 200 presos políticos que estão vivendo em condições subumanas e degradantes nos cárceres cubanos", disse o porta-voz da comissão de direitos humanos, Elizardo Sánchez.
Segundo ele, Cuba tem o maior número de presos políticos per capita.
A comissão disse no mês passado que o número de presos políticos na ilha caíra de 283 para 246 no primeiro semestre, mas que a situação dos direitos humanos não melhorou desde que Raúl Castro substituiu o irmão Fidel, afastado por doença, como presidente interino.
Cuba não autoriza visitas da Cruz Vermelha Internacional a suas prisões.
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