EUA e Canadá
quinta-feira, 16 de agosto de 2007, 20:53 | Online
Diplomata dos EUA acusado de ameaçar árabes pede demissão
Americano foi indiciado por enviar mensagens racistas e ameaçadoras por telefone a organização política árabe
Agência Estado e Associated Press
Patrick Syring afastou-se no mês passado, cerca de um ano depois de ele supostamente ter enviado mensagens racistas e intimidatórios por telefone e correio eletrônico ao Instituto Árabe Americano.
A saída de Syring ocorreu antes do indiciamento, formalizado ontem, com base em acusações de ameaças e violações dos direitos civis, disse Sean McCormack, porta-voz da chancelaria americana.
"O senhor Syring optou por retirar-se do Departamento de Estado", informou McCormack a jornalistas. O cargo ocupado pelo diplomata na ocasião de sua demissão não foi informado.
McCormack recusou-se a entrar em detalhes, mas salientou que a secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, não tolera comportamento como o atribuído a Syring.
Não estava claro se o pedido de demissão tem relação direta com as acusações. As mensagens teriam sido deixadas em meados do ano passado, quando o Exército de Israel estava engajado em uma guerra com o grupo guerrilheiro pró-iraniano Hezbollah no Líbano.
Promotores federais acusam Syring de ter deixado mensagens ameaçadores para James Zogby, fundador do Instituto Árabe Americano. Na época, Zogby criticava o governo dos Estados Unidos de não fazer o suficiente para proteger cidadãos americanos que visitavam familiares no Líbano.
"Libanês bom é libanês morto. Árabe bom é árabe morto", teria dito Syring a Zogby, segundo a acusação. O diplomata acusava Zogby de ser anti-semita.
"Seus árabes doentes, apoiadores do Hezbollah, vocês deveriam queimar no fogo do inferno pela eternidade", diz um e-mail atribuído a Syring. "Os Estados Unidos estariam mais seguros sem vocês."
Outro e-mail atribuído a Syring também elogia Israel por ter "bombardeado o Líbano de volta à Idade da Pedra, de onde nunca deveria ter saído" e chama os árabes de "cachorros".
Ele identificou-se em um dos telefonemas e enviou os e-mails a partir de uma conta pessoal, acusam os promotores.
Syring não respondeu a pedidos da Associated Press para comentar o assunto.
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