Oriente Médio
quarta-feira, 29 de agosto de 2007, 15:59 | Online
Centenas de iraquianos são enterrados sem identificação
REUTERS
GENEBRA - Centenas de iraquianos mortos desde
2003 foram enterrados sem serem identificados por suas
famílias, informou o Comitê Internacional da Cruz Vermelha
(CICV) na quarta-feira.
Citando fontes iraquianas públicas, a organização humanitária sediada em Genebra estima que de 375 mil a 1 milhão de iraquianos permanecem sem serem contabilizados desde os conflitos que começaram com a guerra Irã-Iraque de 1980-1988.
"Pessoas desaparecidas podem ter sido capturadas, sequestradas, talvez mortas e enterradas em sepulturas sem identificação, ou podem estar em hospitais em condições críticas ou definhando em um local de detenção escondido", disse o CICV em uma relatório divulgado um dia antes do Disa Internacional dos Desaparecidos.
O diretor de operações do CICV, Pierre Kraehenbuehl, disse que não há cifras sobre desaparecidos desde a invasão liderada pelos EUA há quatro anos, apesar de pessoas desapareceram diariamente e os necrotérios lutarem para identificar diversos corpos que não são reivindicados.
Cerca de 10 mil corpos trazidos para o Instituto Médico Legal de Bagdá no último ano nunca foram identificados e 4 mil vítimas anônimas foram enterradas em cemitérios especiais em Najaf e Kerbala desde 2003, disse ele uma coletiva.
Um dos grandes desafios é garantir que as autoridades mantenham livres os locais de sepultura para permitir que os restos mortais sejam mais facilmente identificados no futuro, disse Kraehenbuehl.
O CICV enfatizou a necessidade de uma fonte centralizada de informações sobre pessoas desaparecidas e corpos não reivindicados à luz dos problemas envolvendo a procura por entes queridos no Iraque.
"Para uma família iraquiana, o processo de procurar por um parente desaparecido pode ser extremamente complicado ou até mesmo perigoso e muitas vezes impossível", informou o relatório.
Mesmo quando os corpos são encontrados, as viagens para recuperá-los podem ser de alto risco. Muitas pessoas acabam pagando centenas de dólares para indivíduos que falsamente afirmam saber o paradeiro de seus entes queridos.
Citando fontes iraquianas públicas, a organização humanitária sediada em Genebra estima que de 375 mil a 1 milhão de iraquianos permanecem sem serem contabilizados desde os conflitos que começaram com a guerra Irã-Iraque de 1980-1988.
"Pessoas desaparecidas podem ter sido capturadas, sequestradas, talvez mortas e enterradas em sepulturas sem identificação, ou podem estar em hospitais em condições críticas ou definhando em um local de detenção escondido", disse o CICV em uma relatório divulgado um dia antes do Disa Internacional dos Desaparecidos.
O diretor de operações do CICV, Pierre Kraehenbuehl, disse que não há cifras sobre desaparecidos desde a invasão liderada pelos EUA há quatro anos, apesar de pessoas desapareceram diariamente e os necrotérios lutarem para identificar diversos corpos que não são reivindicados.
Cerca de 10 mil corpos trazidos para o Instituto Médico Legal de Bagdá no último ano nunca foram identificados e 4 mil vítimas anônimas foram enterradas em cemitérios especiais em Najaf e Kerbala desde 2003, disse ele uma coletiva.
Um dos grandes desafios é garantir que as autoridades mantenham livres os locais de sepultura para permitir que os restos mortais sejam mais facilmente identificados no futuro, disse Kraehenbuehl.
O CICV enfatizou a necessidade de uma fonte centralizada de informações sobre pessoas desaparecidas e corpos não reivindicados à luz dos problemas envolvendo a procura por entes queridos no Iraque.
"Para uma família iraquiana, o processo de procurar por um parente desaparecido pode ser extremamente complicado ou até mesmo perigoso e muitas vezes impossível", informou o relatório.
Mesmo quando os corpos são encontrados, as viagens para recuperá-los podem ser de alto risco. Muitas pessoas acabam pagando centenas de dólares para indivíduos que falsamente afirmam saber o paradeiro de seus entes queridos.
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