20.12.2013 - 13:28

Saiba como escolher um carro usado

Dicas ajudam a identificar problemas para que o consumidor consiga fazer um bom negócio

Faça uma checagem completa antes de comprar um seminovo - Divulgação
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Faça uma checagem completa antes de comprar um seminovo

Não são apenas as fabricantes de automóveis que cobiçam o 13o salário dos trabalhadores nesta época do ano, oferecendo promoções e condições especiais de financiamento. As lojas independentes também costumam lucrar com a venda de carros usados, uma vez que muitos consumidores preferem gastar o mesmo para comprar um seminovo mais equipado a um zero-quilômetro “pelado”.

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Mas enquanto as concessionárias e o carro novo geralmente são fontes isentas de dores de cabeça, a aquisição de um usado deve ser sempre mais cautelosa, seja feita em estabelecimentos comerciais ou vinda de particulares – aliás, um dos modos mais arriscados de compra, já que pessoas físicas não são obrigadas a oferecer as garantias estabelecidas pelo Código de Defesa do Consumidor.

Leilões, então, são alvo de ainda mais cuidados, já que não se pode nem ligar o veículo antes da compra. Muitos modelos em leilão são frutos de sinistros graves e costumam apresentar defeitos.

Em primeiro lugar, decida o que você quer: marca, modelo, ano de fabricação, equipamentos e até mesmo a cor. Vale lembrar que carros nas cores preta ou prata são mais valorizados na hora da revenda, enquanto os mirabolantes tons chamativos que as montadoras criam para promover um lançamento costumam "micar" nas lojas. Atenção com os brancos, atualmente na moda, que podem ter sido usados como táxi.

Cuidado ainda com modelos que já saíram de linha ou importados, pois pode haver demora excessiva na reposição de peças e uma assistência técnica inadequada, além de também serem mais difíceis de revender.

Antes de começar a negociação, o primeiro passo é procurar o Detran (Departamento Estadual de Trânsito) com o Renavam em mãos para descobrir se o veículo não é roubado, se há multas pendentes, se há bloqueio judicial, se o licenciamento e IPVA foram pagos e se a documentação está em ordem. Em alguns estados, essa consulta pode ser feita pela internet.

Depois de verificar a procedência do automóvel escolhido, é hora de checar as condições gerais de conservação. Faça uma vistoria externa, à luz do dia e com a carroceria seca, para analisar falhas na pintura, ondulações na lataria e o nivelamento de portas, teto e capô. Qualquer diferença em um desses itens indica que o carro esteve envolvido em algum acidente.

Fique atento - Também é bom conferir o estado dos pneus, que podem prejudicar a frenagem caso estejam muito lisos e sem aderência. Além disso, desgastes irregulares podem indicar problemas na suspensão, no alinhamento da direção ou no balanceamento das rodas.

Ao entrar no veículo, dê uma boa olhada nos revestimentos internos, estofamentos, pedais, volante e manopla de câmbio. Peças com desgastes acentuados indicam que o carro foi bastante usado, por isso mesmo desconfie da quilometragem indicada no painel. Hodômetros adulterados são mais comuns do que se imagina.

O mau cheiro interno também aponta sinais de que o carro foi atingido por uma enchente, pois a água penetra nos tapetes e nas espumas dos bancos e é difícil secar. Algumas pessoas tentam encobrir o cheiro de "cachorro molhado" com odorizadores, o que não funciona.

Já a parte mecânica deve ser analisada com mais cuidado ainda. Quem tem intimidade com automóveis consegue identificar um problema mais grave, verificando se há componentes enferrujados, se os tubos não têm rachaduras e se os fluidos estão em dia no compartimento do motor. Se essa não for a sua praia, peça para um mecânico de sua confiança realizar uma verificação mais aprofundada.

Peça para fazer um test-drive para que seja possível checar o sistema de freios – se ouvir um ruído metálico ao pressionar o pedal, é sinal de as pastilhas estão gastas –, os engates das marchas e se a fumaça que sai do escapamento tem coloração diferente, indicando desgaste prematuro das peças e queima excessiva de óleo.

Por fim, exija os equipamentos de segurança obrigatórios, como extintor de incêndio, macaco, chave de rodas, triângulo e estepe. Peça descontos se for pagar à vista e desconfie, sempre, de pechinchas: se o preço estiver muito abaixo da tabela, certamente você enfrentará problemas no futuro.

O que diz o Procon:

-A compra em estabelecimentos comerciais está amparada pelo Código de Defesa do Consumidor

- Se o veículo apresentar problemas que não forem de fácil constatação, a reclamação poderá ser formalizada quando surgirem, obedecendo ao prazo legal de 90 dias. Se não forem resolvidos em 30 dias, pode-se exigir a troca do veículo por outro do mesmo modelo; cancelamento da compra ou abatimento proporcional do preço

- Além da garantia legal, estabelecida pelo Código de Defesa do Consumidor, o fornecedor também pode conceder uma garantia contratual, que, no entanto, não é obrigatória. Neste caso, um termo escrito deve especificando quais as condições da garantia oferecida, devendo abranger o bem como um todo.

- São obrigatórios no veículo e devem estar em perfeito estado: extintor de incêndio; macaco; triângulo de sinalização; chave de roda; cinto de segurança e estepe.

- Consulte o Detran para saber se há débitos de multas ou de IPVA pendentes, pois na transferência essas dívidas devem ser pagas pelo novo proprietário.

- Modificações no motor, lataria ou equipamentos do carro precisam estar devidamente homologadas pelo Detran e constar do documento do veículo.

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