O texto e a edição no jornal

Este capítulo do Manual de Redação e Estilo do Estado expõe as instruções gerais e específicas indispensáveis à preparação de um bom texto noticioso e agrupa, da maneira mais prática possível, as normas internas, gramaticais, ortográficas e de estilo necessárias a esse trabalho.

Por normas internas entenda-se o conjunto de princípios destinado à uniformização do texto do jornal, desde o modo de grafar o próprio nome do Estado até a forma de usar o negrito e o itálico, as maiúsculas e minúsculas, os nomes próprios, as aspas, os sinais de pontuação, etc.

Dada a sua óbvia importância para o texto de um jornal como o Estado, as questões gramaticais receberam atenção especial, entre elas as regras de concordância, as normas de acentuação, o emprego dos pronomes, o uso do artigo, a conjugação verbal, o infinitivo, a formação do plural, a utilização do hífen, etc. Dezenas de verbos também figuram neste capítulo, com a sua conjugação e regência. A crase, pela dificuldade que representa para grande número de pessoas, mereceu um capítulo especial deste livro, o 2º. Nele o leitor encontrará também algumas centenas de locuções com ou sem o a acentuado.

Da mesma forma, palavras que poderiam oferecer problemas quanto à grafia mereceram transcrição, apesar de o capítulo Escreva Certo incluir grande parte das que o Estado julgou suscetíveis de dúvida.

Esta parte do manual trata ainda, com riqueza de detalhes, de todas as questões de estilo consideradas essenciais para a produção de um texto elegante e correto. Ao mesmo tempo alerta para formas pobres ou viciosas de redação, para redundâncias comprometedoras, para modismos absolutamente descartáveis.

Na parte jornalística propriamente dita, detalhes dispensáveis sobre leads, títulos, reportagem, etc., foram poupados ao leitor, mas se procurou, em todo o tempo, deixar clara a filosofia editorial do Estado a respeito dessas e de outras questões básicas do jornalismo. E, o que é fundamental, com o máximo possível de exemplos reais, para que o profissional saiba o que deve ou não fazer.

Edição - Há uma série de itens deste capítulo que fornecem ao leitor razoável noção de conjunto sobre os conceitos inerentes à edição de um jornal. Por isso, embora cada um deles possa sempre ser consultado individualmente, recomenda-se a sua leitura em bloco, para que eles funcionem como um eficiente roteiro do texto noticioso.

Esses verbetes, que consubstanciam os princípios e conceitos jornalísticos, éticos e profissionais do Estado, são: acusações, adjetivação, antinotícia, comparações, cronologia, declarações textuais, denúncias, duplo sentido, encampação, entrevista, erros, ética interna, eufemismo, exageros, explicação, fechamento, fluxo regular, gíria e linguagem coloquial, ilustrações, impessoalidade, impropriedades, indefinidos, intertítulos, jogos de palavras, leads, legendas, localização, lugar-comum, memória, modismo, mortes (como tratar),"muletas", nariz-de-cera, notícia antecipada, notícias em seqüência, óbvio, opiniões, ouvir os dois lados, palavras dispensáveis, palavras e locuções vetadas, palavras estrangeiras, palavras inexistentes, pauta, pesquisa, pessoas no noticiário, pleonasmo, policial (noticiário), precisão, rebuscamento, regionalismos, remissão, repercussão, repetições, reportagem, ritmo da frase, segundo clichê, sentido incompleto, sentimentos, simplicidade, suíte, tamanho do texto, texto-legenda, títulos e valores absolutos.

É indispensável que este capítulo seja lido atentamente, para que você saiba que tipo de informação esperar e obter dele: ele lhe será muito útil no dia-a-dia.


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