Domingo, 3 de Agosto de 2008  | Online

O bom negócio do aterro

Com lixões públicos esgotados, terreno privado se transforma em solução

Sérgio Castro (fotos)


Só se percebe o que é um aterro sanitário olhando para a pequena franja onde as carretas despejam a sujeira ou apurando o olfato. O cenário de terra nua e tubulações cruzadas se parece com uma imensa obra de terraplenagem ou um campo de coleta de gás. As carretas chegam por uma via de macadame e despejam a carga numa montanha de lixo, o monturo. A escavadeira instala drenos para coletar gás metano e o lixo é coberto com terra. A 60 graus, o monturo enterrado entrará em decomposição e produzirá chorume e metano. O gás é armazenado para alimentar motores de ônibus; o chorume será tratado pela Cetesb. Depois de encerrado, um aterro produz metano e chorume por até 20 anos.