Sábado, 27 de setembro de 2008, 05:30 | Online
Kassab sobe 4 pontos e Alckmin pára a 10 dias do primeiro turno
Empatados, prefeito tem 25% das preferências contra 20% do tucano, segundo Ibope; Marta lidera com 35%
Carlos Marchi, de o Estado de S.Paulo
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Há pelo menos três semanas o tucano e o prefeito disputam a primazia de fazer companhia a Marta no segundo turno, já garantido em São Paulo, segundo o Ibope. Nesse período, Alckmin desfechou uma forte ofensiva contra Kassab, na tentativa de conter sua progressiva ascensão nas pesquisas de intenção de voto. Aparentemente, acabou vigorando a velha máxima das campanhas eleitorais - quem bate cai.
A trajetória de Alckmin tem sido descendente desde a primeira pesquisa Ibope contratada pelo Estado e pela TV Globo, divulgada no dia 19 de julho. Nessa sondagem, ele tinha 31% das preferências e estava empatado tecnicamente com Marta; no levantamento seguinte, publicado no dia 16 de agosto, o ex-governador caiu para 26%; na pesquisa divulgada no dia 30 de agosto, ele apareceu com 22%; duas semanas depois, estava com 21%, chegando agora a 20%.
Espontânea
Na sondagem espontânea, em que os entrevistados informam seu candidato sem receber nenhum estímulo, a líder Marta apresentou os mesmos 30% do levantamento anterior; Alckmin oscilou 2 pontos para mais, chegando aos 16%, e Kassab oscilou 3 pontos para cima, atingindo agora os 20%. Os indecisos (os que não sabem ou prometem votar em branco ou anular o voto) eram 29% e agora são 26%.
Na liderança da intenção de voto para o primeiro turno, Marta demonstrou estar em momento de rigorosa estabilidade. Os poucos movimentos ocorridos com seus índices de intenção de voto se compensaram. Ela manteve os 25% que tem entre os que ganham mais de 5 salários mínimos, oscilou 3 pontos para menos (de 37% para 34%) entre os que ganham entre 2 e 5 salários e ganhou 4 pontos (de 45% para 49%) entre os que ganham até 2 salários mínimos, faixa em que o PT costuma predominar em todas as eleições.
Kassab voltou a subir em todas as faixas. Entre os que ganham mais de 5 salários, na qual o PSDB é forte, ele conquistou 5 pontos (de 23% para 28%); entre os que ganham entre 2 e 5 salários, subiu 4 pontos (de 21% para 25%) e, entre os que ganham até 2 salários, subiu outros 4 (de 16% para 20%). Alckmin manteve seus índices nas duas faixas extremas, mas oscilou 3 pontos para baixo (de 20% para 17%) entre os que ganham entre 2 e 5 salários.
A ascensão mais expressiva de Kassab deu-se na segmentação das faixas de escolaridade. Entre os que têm até a 4ª série do ensino fundamental, ele cresceu 11 pontos (de 14% para 25%); entre a 5ª e a 8ª séries, oscilou 2 pontos para mais (de 18% para 20%); nos que têm ensino médio, oscilou outros 3 (de 21% para 24%) e, entre os que têm ensino superior, oscilou mais 2 (de 28% para 30%).
Alckmin e Marta cumpriram trajetória irregular. O tucano caiu entre os que têm até a 4ª série (de 17% para 13%) e oscilou 2 pontos para baixo entre os de ensino médio (de 20% para 18%). No entanto, oscilou 3 pontos para cima entre os que têm entre a 5ª e a 8ª séries (de 16 para 19%) e ficou estável, com 29%, entre os que têm ensino médio. A petista perdeu, provavelmente para Kassab, 6 pontos entre os que têm até a 4ª série (de 45% para 39%), ganhou 4 (de 38% para 43%) entre os que têm entre a 5ª e a 8ª séries e ficou estável nas duas outras faixas.
Rejeição
A rejeição dos principais candidatos não mudou muito desde a última pesquisa. Marta teve uma oscilação de 1 ponto (de 31% para 32%), Kassab oscilou 2 pontos para mais (de 22% para 24%) e Alckmin, 1 ponto para mais (de 12% para 13%).
Na pesquisa estimulada, os indecisos (os que não sabem em quem votar ou prometem votar em branco ou anular o voto) oscilaram 3 pontos para menos: eram 11% na última pesquisa e agora são 8%. Dos outros candidatos, Paulo Maluf (PP) oscilou 1 ponto para baixo e agora tem 7%, Soninha Francine oscilou 1 ponto para cima e agora está com 4% e Ivan Valente (PSOL) manteve o 1% da pesquisa anterior. Os outros não atingiram 1%.
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