Política

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008, 19:46 | Online

Dilma defende cartões e sigilo nos gastos da segurança de Lula

Ministra disse ainda, em entrevista coletiva, duvidar que os parlamentares divulguem dados sigilosos na CPI

Tânia Monteiro , de O Estado de S. Paulo, e Leonencio Nossa, da Agência Estado

BRASÍLIA - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse nesta quarta-feira, 6, em entrevista coletiva, que não acredita que, em uma possível CPI dos Cartões Corporativos, os parlamentares revelem informações sigilosas sobre despesas relacionadas à segurança da Presidência da República e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

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A ministra disse também que o saque de dinheiro por meio de cartões corporativos é totalmente proibido, a menos que haja uma autorização do ministro da área em que atua o servidor e que, para isso, é preciso saber quanto está sendo sacado e para quê

 

Dilma Rousseff voltou a defender, com ênfase, a existência dos cartões corporativos, por considerá-la "um avanço". Ao defender o sigilo dos gastos com segurança, ela explicou que a divulgação desses dados revelaria o número de pessoas que trabalham no setor. A ministra reiterou que não é permitido a um servidor público utilizar o cartão corporativo para pagamento de despesas pessoais.

Na defesa da manutenção dos cartões, a ministra afirmou que eles dão transparência às contas do governo e permitem o rastreamento de compras on line.

 

Dilma Rousseff disse que a divulgação de dados relativos a compras de gêneros alimentícios para o Palácio Planalto continua proibida e só ocorreu por uma falha no sistema de informatização. A ministra informou que o presidente do Banco do Brasil, Francisco Lima Neto, esteve na Casa Civil dando explicações sobre o erro. A ministra disse lamentar "profundamente" a divulgação das informações.