Política
quinta-feira, 27 de março de 2008, 14:06 | Online
Brasil optou por ser um país capitalista moderno, diz Lula
MAIR PENA NETO - REUTERS
RECIFE - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva
afirmou durante a abertura do Fórum Brasil-México que o Brasil
decidiu que será um país capitalista moderno, o que vem
conseguindo com a oferta de crédito e a formação de uma nova
massa consumidora.
O presidente festejou o resultado de uma recente pesquisa, segundo a qual a classe C passou a representar 46 por cento da população brasileira em 2007. Para Lula, os números de 2008 mostrarão uma ascensão social maior.
"Não existe milagre. Resolvemos ser um país capitalista moderno e não há como ser um país capitalista sem que se tenha crédito."
Segundo Lula, em cinco anos o Brasil saiu de 300 bilhões de reais em crédito para 1 trilhão de reais.
"Dinheiro, mesmo que pouco, mas na mão de muitos, é distribuição de renda. Muito dinheiro na mão de poucos é concentração de renda. Era preciso fazer esse dinheiro fluir", afirmou o presidente em discurso a empresários e políticos brasileiros e mexicanos que integraram o Fórum Brasil-México, no Recife (PE).
Lula destacou que para chegar a esse ponto, o país precisou enfrentar sacrifícios, e comentou ter perdido amigos por conta dessas medidas.
"Fui obrigado a trocar grande parte do capital político de 2003 (ano do primeiro mandato) por um ajuste fiscal que duvido que um economista tradicional tivesse coragem de fazer."
Apesar do discurso positivo e dos bons indicadores econômicos, o presidente afirmou que não é hora de otimismo, destacando os riscos potencialmente envolvidos na crise da economia norte-americana.
"Temos que ter toda a cautela do mundo para não gastar o que não temos. É preciso ser comedido até que transformemos o Brasil numa grande economia exportadora de conhecimentos e de valor agregado."
Lula enfatizou a necessidade de atenção à recessão dos EUA, ressaltando que o sistema financeiro do Brasil não está envolvido na crise do financiamento ao mercado imobiliário.
"Subprime porque é lá. Se fosse aqui no Brasil, seria caloteiro mesmo".
Lula contou ter telefonado duas vezes para George W. Bush, porque soube, por meio do primeiro-ministro britânico, que o presidente norte-americano estava chateado com o discurso duro em relação aos EUA.
"Eu disse para o Bush: o problema é o seguinte meu filho, nós ficamos 26 anos sem crescer, agora você vem atrapalhar? Resolve a sua crise", disse o presidente brasileiro, ao relatar a conversa com Bush.
O presidente festejou o resultado de uma recente pesquisa, segundo a qual a classe C passou a representar 46 por cento da população brasileira em 2007. Para Lula, os números de 2008 mostrarão uma ascensão social maior.
"Não existe milagre. Resolvemos ser um país capitalista moderno e não há como ser um país capitalista sem que se tenha crédito."
Segundo Lula, em cinco anos o Brasil saiu de 300 bilhões de reais em crédito para 1 trilhão de reais.
"Dinheiro, mesmo que pouco, mas na mão de muitos, é distribuição de renda. Muito dinheiro na mão de poucos é concentração de renda. Era preciso fazer esse dinheiro fluir", afirmou o presidente em discurso a empresários e políticos brasileiros e mexicanos que integraram o Fórum Brasil-México, no Recife (PE).
Lula destacou que para chegar a esse ponto, o país precisou enfrentar sacrifícios, e comentou ter perdido amigos por conta dessas medidas.
"Fui obrigado a trocar grande parte do capital político de 2003 (ano do primeiro mandato) por um ajuste fiscal que duvido que um economista tradicional tivesse coragem de fazer."
Apesar do discurso positivo e dos bons indicadores econômicos, o presidente afirmou que não é hora de otimismo, destacando os riscos potencialmente envolvidos na crise da economia norte-americana.
"Temos que ter toda a cautela do mundo para não gastar o que não temos. É preciso ser comedido até que transformemos o Brasil numa grande economia exportadora de conhecimentos e de valor agregado."
Lula enfatizou a necessidade de atenção à recessão dos EUA, ressaltando que o sistema financeiro do Brasil não está envolvido na crise do financiamento ao mercado imobiliário.
"Subprime porque é lá. Se fosse aqui no Brasil, seria caloteiro mesmo".
Lula contou ter telefonado duas vezes para George W. Bush, porque soube, por meio do primeiro-ministro britânico, que o presidente norte-americano estava chateado com o discurso duro em relação aos EUA.
"Eu disse para o Bush: o problema é o seguinte meu filho, nós ficamos 26 anos sem crescer, agora você vem atrapalhar? Resolve a sua crise", disse o presidente brasileiro, ao relatar a conversa com Bush.
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