Política

quinta-feira, 27 de março de 2008, 18:13 | Online

Não podemos subir no salto alto, diz Dilma sobre CNI/Ibope

Pesquisa divulgada nesta quinta-feira mostra recorde da popularidade do presidente Lula

Leonencio Nossa, de O Estado de S.Paulo

Dilma durante evento nesta quinta

Ed Ferreira/AE

Dilma durante evento nesta quinta

BRASÍLIA - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, disse há pouco, em entrevista, que a pesquisa Confederação Nacional da Indústria (CNI)/Ibope conferindo recorde de popularidade ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ser encarada com modéstia pelo governo. "Não podemos subir no salto alto. Não temos de achar que a questão do país está resolvida, mas está claro que o caminho trilhado tem o reconhecimento da população", assinalou.

 

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Escalada pelo presidente Lula para conversar com a imprensa, logo após a inauguração de uma loja de eletrodomésticos e de um banco popular em Água Fria, bairro da periferia do Recife, considerou que o bom resultado da pesquisa para o governo não é um reflexo apenas do bom momento da economia interna, mas deve-se sobretudo à política de transferência de renda do governo, citando o Bolsa-Família, o Luz para Todos e o Pronaf.

 

 

 

"Estamos no caminho certo. O mais importante é que milhões de brasileiros estão tendo oportunidade de ter um padrão de consumo antes restrito à classe média. Milhões de pessoas estão deixando as classe D e E para ir para a C.", concluiu.

 

'Não sou candidata'

 

A ministra-chefe negou ser pré-candidata à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas admitiu ter gostado da recepção que teve, no Recife, nos eventos ao lado dele.

 

 

Classificou como "casual" o fato do presidente da República ter enfatizado que faria o seu sucessor em discurso de improviso ao lado dela. " O presidente fala várias coisas ao meu lado, até porque passamos uma parte significativa dos últimos dias juntos", minimizou.

 

Minimizou, igualmente, o fato de ter dado autógrafos e posado para fotos ao lado de populares no Nordeste. "É da tradição da população brasileira ser muito afável. A gente gosta de retrato como japonês. Hoje, está até mais acessível ter máquinas de fotografia e celulares. Vocês (jornalistas) botam a gente na imprensa e dão uma certa familiaridade para as pessoas. Devemos isso a vocês", assinalou.

 

 

Um repórter emendou: "e ao presidente, não é, ministra?". A ministra da Casa Civil respondeu: "ao presidente Lula, nós devemos tudo. É por causa dele que o governo é o sucesso que é".


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