segunda-feira, 5 de maio de 2008, 17:31 | Online

Acusado de assassinar Dorothy Stang se contradiz ao depor

Mandante do crime e assassino já foram condenados; como pena excede 20 anos, ambos vão a novo julgamento

AP

Rayfran das Neves Sales ao chegar para depor

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Rayfran das Neves Sales ao chegar para depor

RIO DE JANEIRO - Rayfran das Neves Sales, disse nesta segunda-feira, 5, ao depor, que a arma que usou para matar a missionária Dorothy Stang não pertencia ao suposto mandante do crime, Vitalmiro Bastos de Moura, conhecido como Bida. Esta versão contradiz o depoimento anterior de Sales. "Sales confessou ter matado a missionária com seis tiros, mas negou que a arma pertenceria ao fazendeiro", disse uma fonte do tribunal.

 

Já o fazendeiro negou qualquer participação no crime, que aconteceu em fevereiro de 2005.

 

Dorothy, defensora dos direitos humanos e que trabalhava em área de conflitos fundiários, foi morta a tiros em Anapu, a 300 quilômetros da capital paraense, em 12 de fevereiro de 2005. A previsão é a de que o julgamento demore dois dias.

 

Como Moura e Sales foram condenados a mais de 20 anos de prisão cada um, 30 e 27 anos respectivamente, eles têm direito a novos julgamentos. O fazendeiro foi condenado em 14 de maio de 2007. Sales, executor do crime, foi condenado em dezembro de 2005, recorreu e em 22 de outubro de 2007 o júri confirmou a condenação. A defesa dele recorreu, alegou problemas técnicos e o segundo julgamento foi anulado.

 

Amair Feijoli da Cunha, acusado de intermediar o crime, recebeu pena de 27 anos de prisão, reduzida para 18 anos por causa da delação premiada. Clodoaldo Carlos Batista, que presenciou o crime e nada fez para impedi-lo, foi sentenciado a 17 anos de reclusão. Regivaldo Pereira Galvão, acusado de ter planejado e mandado matar a missionária, também deve ir a júri. Ele está recorrendo em instância superior. Moura, Sales e Cunha estão presos.


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