Política

quinta-feira, 15 de maio de 2008, 14:00 | Online

STF nega liminar a Tosto para suspender ação no caso BNDES

Ex-conselheiro do banco é acusado de participar de esquema de desvio de verbas ao lado do deputado Paulinho

FELIPE RECONDO - Agencia Estado

BRASÍLIA - A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Ellen Gracie negou nesta quinta-feira, 15, pedido de liminar do advogado Ricardo Tosto, investigado pela Operação Santa Tereza, da Polícia Federal. Acusado de participar do esquema de desvio de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Tosto queria que fosse suspensa a ação penal instaurada na 2ª Vara Federal Criminal de São Paulo a partir da operação da PF.  

 

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Tosto alegava que o assunto deveria ficar sob os cuidados do Supremo, pois envolveria deputados federais, como Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical. A ministra do Supremo, porém, negou liminarmente o pedido. O mérito do pedido ainda precisa ser julgado pelos ministros do tribunal, ainda sem data prevista.

 

Também acusado de envolvimento no esquema, Paulinho entregou na última quarta e sua primeira defesa ao corregedor da Câmara, deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE). Reafirmou ser vítima de uma "perseguição política" por causa de sua atuação em defesa dos trabalhadores e disse estar buscando identificar as pessoas que o estariam perseguindo. "Um punhado de nomes", declarou Paulinho, em entrevista após deixar o gabinete do corregedor.

 

O deputado confirmou que conversou com Tosto, como revelou reportagem publicada na última quarta  no Estado de S.Paulo, insistindo para que ele não se afastasse do cargo de consultor do BNDES. "Ele (Tosto) me ligou e fiz questão de falar para ele ficar", relatou Paulinho, lembrando que a central Força Sindical divulgou nota a favor da permanência de Tosto no BNDES.


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