Política
quinta-feira, 15 de maio de 2008, 15:16 | Online
Marina elogia Minc, diz que meio ambiente requer novo acordo
ISABEL VERSIANI - REUTERS
BRASÍLIA - A ex-ministra do Meio Ambiente Marina
Silva afirmou nesta quinta-feira que o andamento da agenda
ambiental do país demanda um novo "acordo político" e
manifestou confiança no trabalho do também petista Carlos Minc,
convidado a sucedê-la pelo presidente Luiz Inácio Lula da
Silva.
"Eu sempre brinco que é melhor um filho vivo no colo de outro do que tê-lo jazendo no seu próprio colo", disse Marina em sua primeira entrevista após ter encaminhado carta de demissão em caráter irrevogável ao presidente Lula na terça-feira.
Reiterando o tom adotado na carta, Marina disse que decidiu sair por entender não ter mais "as condições necessárias dentro do governo para continuar avançando com a agenda" ambiental.
A ex-ministra, que disse já estar falando como senadora do PT pelo Acre, acrescentou que não houve um episódio isolado que determinou sua decisão.
Ela negou que a indicação do ministro Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos) para dirigir o recém-lançado Plano Amazônia Sustentável (PAS) tenha sido determinante, apesar de admitir não ter sido consultada sobre o assunto pelo presidente Lula.
Marina destacou como principais desafios da agenda ambiental daqui para a frente evitar retrocessos em questões como a exigência de que produtores agropecuários na região da Amazônia comprovem regularidade ambiental ao obter financiamentos bancários e a criminalização de toda a cadeia produtiva em que haja envolvimento com desmatamento.
A questão ambiental requer uma "qualificação", disse a senadora.
"Com certeza, essa requalificação é feita mantendo, como disse o próprio presidente, tudo o que já temos e acrescentando aquilo que precisamos em relação à dinâmica mais difícil e complexa de desenvolvimento sustentável."
Ela acrescentou que Minc é "comprometido com a causa, um ambientalista que todos nós respeitamos".
"Eu sempre brinco que é melhor um filho vivo no colo de outro do que tê-lo jazendo no seu próprio colo", disse Marina em sua primeira entrevista após ter encaminhado carta de demissão em caráter irrevogável ao presidente Lula na terça-feira.
Reiterando o tom adotado na carta, Marina disse que decidiu sair por entender não ter mais "as condições necessárias dentro do governo para continuar avançando com a agenda" ambiental.
A ex-ministra, que disse já estar falando como senadora do PT pelo Acre, acrescentou que não houve um episódio isolado que determinou sua decisão.
Ela negou que a indicação do ministro Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos) para dirigir o recém-lançado Plano Amazônia Sustentável (PAS) tenha sido determinante, apesar de admitir não ter sido consultada sobre o assunto pelo presidente Lula.
Marina destacou como principais desafios da agenda ambiental daqui para a frente evitar retrocessos em questões como a exigência de que produtores agropecuários na região da Amazônia comprovem regularidade ambiental ao obter financiamentos bancários e a criminalização de toda a cadeia produtiva em que haja envolvimento com desmatamento.
A questão ambiental requer uma "qualificação", disse a senadora.
"Com certeza, essa requalificação é feita mantendo, como disse o próprio presidente, tudo o que já temos e acrescentando aquilo que precisamos em relação à dinâmica mais difícil e complexa de desenvolvimento sustentável."
Ela acrescentou que Minc é "comprometido com a causa, um ambientalista que todos nós respeitamos".
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