Política

quinta-feira, 15 de maio de 2008, 16:52 | Online

Minc exige carta branca de Lula para assumir ministério

Novo ministro do Meio Ambiente diz que quer nova conversa com presidente e Jorge Viana para coordenar PAS

Andrei Netto, de O Estado de S. Paulo

Minc dá primeira coletiva após aceitar cargo

Cleber Bonato/AE

Minc dá primeira coletiva após aceitar cargo

PARIS - Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ser o novo ministro do Meio Ambiente, em substituição à demissionária Marina Silva,  Carlos Minc disse nesta quinta-feira, 15, que aceita o posto desde que tenha carta branca para seus projetos. Em Paris, em seu primeiro pronunciamento depois de ter sido convidado pelo presidente para assumir o cargo, o ex-secretário afirmou que quer mais dinheiro para sua pasta, liberdade para formar sua equipe e para dizer não ao licenciamento ambiental de grandes empreendimentos. Disse ainda que quer fazer alterações no Plano Amazônia Sustentável (PAS).

 

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Entre suas primeiras medidas, caso seja empossado, Minc anunciou que pretende convidar o ex-governador do Acre, Jorge Viana - o outro cotado para o cargo -, para ser o coordenador-executivo do PAS. O futuro ministro do Meio Ambiente não vê conflito com a indicação do ministro Extraordinário de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, destacado pelo presidente para ser o grande coordenador do plano, mas disse que as escolhas não são definitivas. "Essa é uma decisão (do presidente). As decisões podem ser mudadas."

 

Falando na embaixada do Brasil, Minc disse que Lula concordou com todas as suas condições nas conversas telefônicas que mantiveram na quarta-feira, quando recebeu o convite. "Eu disse ao Lula que queria conversar com ele na segunda-feira. Disse que tinha algumas idéias e queria algumas condições de trabalho", contou, citando três vantagens que o governador Sérgio Cabral havia lhe garantido na Secretaria Estadual de Ambiente. "São questões como o financiamento - o Rio tem milhões para meio ambiente, para saneamento, para as lagoas; também não houve nenhuma interferência na montagem da minha equipe; além disso, tem e a questão de não haver licenciamentos por imposição política", enumerou. "Para alguns grandes licenciamentos (no Rio), nós dissemos não e foi não."

 

Lula teria concordado, o que fez Minc cancelar sua agenda em Paris e providenciar o vôo de retorno ao Brasil, previsto para acontecer entre a sexta e o sábado. "Ele topa tudo", disse, brincando. "É meu amigo."


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