_Política
domingo, 7 de setembro de 2008, 15:38 | Online
Plano de Defesa sofrerá críticas, prevê Mangabeira Unger
REUTERS
BRASÍLIA - Quando for anunciado, o Plano
Estratégico de Defesa Nacional será alvo de críticas. A
previsão foi feita no domingo pelo chefe do Núcleo de Assuntos
Estratégicos da Presidência da República, ministro Roberto
Mangabeira Unger, um dos responsáveis pela elaboração do
projeto.
O plano seria divulgado neste domingo, dia da Independência do Brasil, mas ainda não ficou pronto. Segundo o ministro, o documento, que redefinirá o papel e fixará as diretrizes para o reaparelhamento das Forças Armadas, será lançado nos próximos dias.
"Vão acusá-lo de ser desperdício de dinheiro e um instrumento de corrida armamentista", declarou o ministro a jornalistas depois do desfile realizado em comemoração à Independência do Brasil.
Para Mangabeira Unger, entretanto, tais críticas são indispensáveis para que seja gerado na sociedade um debate sobre as "ambições" que o país deve ter e quais serão os "sacrifícios" necessários para torná-las realidade.
O ministro voltou a afirmar que o serviço militar obrigatório deve ser aprofundado. Já a indústria nacional de equipamentos militares será incentivada, complementou.
O chefe do Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência negou que o plano seja uma resposta à recriação da Quarta Frota dos Estados Unidos ou motivado pela descoberta de petróleo na camada pré-sal. "A estratégia nacional de defesa não é uma resposta conjuntural a problemas conjunturais", afirmou. " Não nos sentimos ameaçados por qualquer país. Nós não temos inimigos no mundo", concluiu.
(Reportagem de Fernando Exman; Edição de Taís Fuoco)
O plano seria divulgado neste domingo, dia da Independência do Brasil, mas ainda não ficou pronto. Segundo o ministro, o documento, que redefinirá o papel e fixará as diretrizes para o reaparelhamento das Forças Armadas, será lançado nos próximos dias.
"Vão acusá-lo de ser desperdício de dinheiro e um instrumento de corrida armamentista", declarou o ministro a jornalistas depois do desfile realizado em comemoração à Independência do Brasil.
Para Mangabeira Unger, entretanto, tais críticas são indispensáveis para que seja gerado na sociedade um debate sobre as "ambições" que o país deve ter e quais serão os "sacrifícios" necessários para torná-las realidade.
O ministro voltou a afirmar que o serviço militar obrigatório deve ser aprofundado. Já a indústria nacional de equipamentos militares será incentivada, complementou.
O chefe do Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência negou que o plano seja uma resposta à recriação da Quarta Frota dos Estados Unidos ou motivado pela descoberta de petróleo na camada pré-sal. "A estratégia nacional de defesa não é uma resposta conjuntural a problemas conjunturais", afirmou. " Não nos sentimos ameaçados por qualquer país. Nós não temos inimigos no mundo", concluiu.
(Reportagem de Fernando Exman; Edição de Taís Fuoco)
Tags:
POLITICA,
DEFESA
O que são TAGS?