Política
terça-feira, 31 de julho de 2007, 16:02 | Online
Ao anunciar PAC em MT, Lula diz ser o 'Almir Sater do Planalto'
Presidente ganhou do prefeito de Cuiabá uma viola regional durante evento para liberação de R$ 500 milhões
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As vaias ocorreram do lado de fora do Centro de Eventos do Pantanal, onde acontecia o evento, mas o presidente afirmou na última segunda-feira que não iria se intimidar com as manifestações. Diante de ministros da coordenação política, no Planalto, afirmou que irá ao Rio Grande do Sul e ao Paraná por volta de 14 de agosto, quando retornar de seu périplo pelo México e por quatro países da América Central.
Na tentativa de evitar mais dissabores para Lula, como novas vaias, sua assessoria cancelara viagens que faria a Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina logo após a tragédia com o Airbus da TAM no Aeroporto de Congonhas, dia 17. "Ninguém vai me emparedar", afirmou Lula, na reunião de ontem. "Eu não vou deixar de andar o País por causa de vaia."
Até agora, o governo não organizou nenhuma estratégia para enfrentar hostilidades, mas pretende observar as manifestações com cautela. Há, na avaliação do Planalto, duas situações distintas em meio aos gritos de "Fora Lula": a primeira, considerada natural, de indignação das famílias de vítimas do acidente da TAM; a segunda, organizada pela oposição.
'Cansei' e mais vaias
Um auxiliar direto do presidente disse ao Estado que o governo identifica o bordão "Cansei" como uma "coisa armada" pelos adversários, especialmente do PSDB e do DEM. O movimento foi lançado por empresários e tem apoio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O verbo cansei é sempre associado a substantivos que causam dor de cabeça ao Planalto, como corrupção e apagão aéreo.
Lula recebeu vaias na semana passada, em viagens ao Nordeste, e no dia 13, na abertura dos Jogos Pan-Americanos, no Rio. No diagnóstico do governo, porém, os apupos foram "superdimensionados" pela imprensa.
Apesar de garantir que viajará para o Paraná e o Rio Grande do Sul no meio de agosto, o presidente - que hoje assina convênios do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em Cuiabá e Campo Grande - não irá a Santa Catarina. A alegação oficial é de que "não terá tempo" para lançar pessoalmente o PAC em todos os Estados.
Na sexta-feira, ele pretende reunir no Planalto governadores de 12 Estados que ainda não visitou e dar por encerrada essa maratona de viagens para assinar protocolos do PAC.
(Colaborou Vera Rosa, do Estadão)
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