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sexta-feira, 21 de novembro de 2008, 13:52 | Online
Há divergências sobre plano de Defesa, diz Mangabeira
Ministro disse saber que haverá reações ao plano, mas afirmou que o debate será benéfico para decisões
Alexandre Rodrigues - de O Estado de S.Paulo
O ministro disse saber que haverá reações ao plano, mas afirmou que o debate será benéfico para que a sociedade assuma as decisões que o País precisa tomar para se posicionar com mais assertividade no cenário mundial. "Agora vamos acender as luzes e ir para o debate. Confio que nós ganharemos", disse Mangabeira. Em entrevista, o ministro confirmou que "antes do Natal" será convocado o Conselho de Defesa Nacional, onde têm assentos os presidentes da Câmara e do Senado, para que o plano seja apresentado.
Durante a palestra, o ministro definiu o plano como um "fruto da aproximação entre as correntes políticas de esquerda que monopolizavam a agenda do desenvolvimento e os setores militares, que tratavam isoladamente das necessidades da Defesa". Para Mangabeira, esses são campos complementares. Aos jornalistas, afirmou que as resistências dos militares a um inventário das torturas praticadas na ditadura defendidas por ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não indicam que essa divisão persiste. "Ao contrário, estamos tratando do futuro."
Na palestra, o ministro indicou que o plano de Defesa manterá o serviço obrigatório militar. Mangabeira, no entanto, disse que o serviço hoje não é efetivamente obrigatório, mas restrito às classes sociais mais baixas. Ele defendeu que as Forças Armadas tenham instrumentos para garantir o recrutamento em todas as classes e regiões do País. Mangabeira também defendeu mecanismos de proteção à indústria bélica nacional, que teriam um regime regulatório jurídico e tributário especial.
Parcerias
Na entrevista coletiva após a palestra, Mangabeira descreveu os resultados de sua recente viagem à França, Rússia, Israel e Ucrânia. Disse que a parceria estratégica com a França está mais adiantada do que com a Rússia, cujo presidente, Dmitri Medvedev, visita o Brasil na semana próxima semana.
O ministro disse ver como natural a resistência da Rússia a temas como a divisão de poder em organismos internacionais, já que o país se beneficia ainda hoje das configuração de poder do pós-guerra. "Para isso a Rússia teria que largar o osso", afirmou. "É natural que sejam ambivalentes."
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