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sábado, 22 de novembro de 2008, 13:57 | Online
FHC estabelece prazo para PSDB escolher nome para 2010
Ex-presidente chama Lula de 'pretensioso' e diz que nome do candidato tem de sair no 2º semestre de 2009
Clarissa Oliveira, de O Estado de S. Paulo
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FHC se empenhou para não lançar de imediato a candidatura do governador José Serra, ao contrário do que outros tucanos faziam pelos corredores do evento. Apesar de não economizar nos afagos ao governador paulista, o ex-presidente reservou espaço no discurso para elogios ao governador de Minas, Aécio Neves. "Os dois são bons. Mas eu sou presidente de honra do partido. Não posso, antes da hora, antes de conversar com os dois, antecipar", afirmou em seguida, em entrevista.
Ainda no discurso, FHC não descartou a possibilidade de o nome ser definido em convenção. "Não temos medo. Se tiver divisão, faça convenção. Escolhe. Mas temos que ter o candidato. Senão, as forças da sociedade não têm por onde escoar, não têm como se exprimir. Vai ficar com o que está aí", emendou. "Vamos conversar fraternamente, mas depois de seis meses de conversa vamos chegar à conclusão de quem é o candidato. E quando houver o candidato vamos gritar todos juntos numa voz só: Este é o homem que vai levar o Brasil a dias melhores."
Argumentando que o candidato será "a voz" do que o PSDB planeja para o futuro, o ex-presidente conclamou os tucanos a acirrarem o tom crítico em relação ao governo. Apesar de dizer que não há necessidade de exagerar na agressividade e que o eixo não deve ser a crítica pessoal ao presidente Lula, ele próprio não baixou o tom. "Não precisamos ser agressivos pessoalmente com ninguém. Mas nem por isso vamos dizer tudo o que seu mestre fala está certo. Não está. Temos que dizer: o Rei está nu, aqui, ali, acolá. Põe a roupa presidente", afirmou. "Não diga bobagem, presidente. Seja mais coerente com sua história. Não seja tão rápido no julgamento do que os outros fizeram. Perceba que uma Nação se faz numa seqüência de gerações. Não seja tão pretensioso. Seja um pouquinho mais humilde."
FHC também não poupou o PT. Disse que as últimas eleições serviram de prova de que a sigla de Lula está sendo empurrada para os grotões do País, tendo sido derrotado em grandes centros do País. Agora, disse o ex-presidente, a legenda se mantém como reflexo da Presidência da República. "O governo atual disse uma coisa para o País e fez outra. Fez outra. Não importa que essa outra tenha sido a seqüência daquilo que nós tínhamos feito anteriormente. Não importa. Do ponto de vista de comportamento, eles traíram seus eleitores", afirmou. "Não podemos aceitar essa história de que todos os gatos são pardos. Nós não somos gatos pardos. Somos outra coisa. Somos tucanos."
Em seguida, na entrevista, FHC minimizou as críticas a Lula. Questionado se acha que falta humildade a Lula, ele devolveu: "Não disse isso. Disse que nós todos temos que ser humildes. Ele, como ser humano, é bom que seja".
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