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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008, 08:37 | Online

Caso das Ilhas Cayman reforça sentença contra Dantas

Desembargador das Ilhas acusa Dantas e sua irmã de fabricarem documentos para tentar vencer ação

AE - Agencia Estado

SÃO PAULO - Para demonstrar que o sócio-fundador do Grupo Opportunity, Daniel Dantas , já teria tentado confundir a Justiça em outras ocasiões, o juiz Fausto Martin de Sanctis citou em sua sentença, que condenou Dantas a multa e dez anos de prisão, decisão do Tribunal Superior das Ilhas Cayman. Nesse despacho, de 31 de maio de 2002, o desembargador J. Kellock acusa Dantas e sua irmã Verônica de fabricarem e manipularem documentos para tentar vencer ação contra um ex-sócio, Luís Roberto Demarco Almeida.

 

 

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No processo, Kellock classificou como "incompreensível e contraditório" o depoimento de Dantas e Verônica à Corte. "A incapacidade de Dantas e da irmã dele para fornecer uma explicação coerente do modo como a fórmula foi destinada para o trabalho contribuiu para a minha conclusão de que o contrato verbal com o requerente nunca foi feito. Também me levou à conclusão de que as provas oferecidas por Dantas e sua irmã foram fabricadas e são falsas", anotou o desembargador em sua sentença. Kellock acabou rejeitando os depoimentos. "A meu ver, o Juízo foi deliberadamente enganado pela autora (o Opportunity) e a liminar não deveria ter sido concedida."



A empresa de Dantas acabou condenada a pagar indenização a Demarco por danos decorrentes da rescisão de um contrato, no qual se comprometera a adotar um time, o Esporte Clube Bahia, para ações de marketing. A empresa recorreu e o recurso foi rejeitado pela Corte de Apelações das Ilhas Cayman. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


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