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quarta-feira, 29 de agosto de 2007, 21:16 | Online
Anistia elogia Brasil por decisão favorável a índios
REUTERS
RIO DE JANEIRO - A entidade de direitos humanos
Anistia Internacional elogiou na quarta-feira o governo
brasileiro por transformar em reserva indígena uma área
reivindicada pela empresa Aracruz Celulose .
O ministro da Justiça, Tarso Genro, anunciou na terça-feira que uma área de 11 mil hectares (equivalente a cerca de 15 mil campos de futebol) no Espírito Santo será acrescentada a uma reserva já existente.
"Anos de incerteza sobre o status dessas terras deixaram as tribos tupiniquim e guarani vulneráveis à violência e à intimidação", disse a Anistia, acrescentando que a Aracruz havia plantado eucalipto em áreas ocupadas tradicionalmente pelos índios.
Em janeiro de 2006, 13 índios ficaram feridos numa enorme operação policial para retirar os indígenas da terra disputada.
A Anistia disse esperar que a decisão sirva de precedente para casos similares ainda não resolvidos, especialmente no Mato Grosso do Sul, onde segundo a ONG muitas tribos sofrem com a violência e a pobreza por causa de disputas fundiárias.
A assessoria de imprensa da Aracruz disse que a empresa está avaliando possíveis recursos judiciais contra a decisão do governo. Uma assessora disse que a medida foi "uma surpresa", já que a Aracruz vinha negociando uma solução com a Funai.
(Por Andrei Khalip)
O ministro da Justiça, Tarso Genro, anunciou na terça-feira que uma área de 11 mil hectares (equivalente a cerca de 15 mil campos de futebol) no Espírito Santo será acrescentada a uma reserva já existente.
"Anos de incerteza sobre o status dessas terras deixaram as tribos tupiniquim e guarani vulneráveis à violência e à intimidação", disse a Anistia, acrescentando que a Aracruz havia plantado eucalipto em áreas ocupadas tradicionalmente pelos índios.
Em janeiro de 2006, 13 índios ficaram feridos numa enorme operação policial para retirar os indígenas da terra disputada.
A Anistia disse esperar que a decisão sirva de precedente para casos similares ainda não resolvidos, especialmente no Mato Grosso do Sul, onde segundo a ONG muitas tribos sofrem com a violência e a pobreza por causa de disputas fundiárias.
A assessoria de imprensa da Aracruz disse que a empresa está avaliando possíveis recursos judiciais contra a decisão do governo. Uma assessora disse que a medida foi "uma surpresa", já que a Aracruz vinha negociando uma solução com a Funai.
(Por Andrei Khalip)
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