Política
terça-feira, 27 de novembro de 2007, 11:50 | Online
Em solenidade, governador do Amapá desiste de assinar acordo
Waldez Góes e Paulo Bernardo assinariam documento que concederia ao Estado autonomia administrativa
Renata Veríssimo, da Agência Estado
O ministro Paulo Bernardo reagiu dizendo, com firmeza, que, se fosse para rever o texto, era melhor adiar a assinatura do documento. Com o constrangimento, houve interferência de alguns assessores do governo do Amapá e de parlamentares da bancada do Estado. Assessores do Ministério do Planejamento pediram que os jornalistas presentes se retirassem da sala. E a solenidade foi suspensa.
Será marcada uma nova data para assinatura do documento, pelo qual serão atribuídas ao governo do Amapá as decisões relativas a promoção, movimentação, reforma, licenciamento e exoneração dos policiais militares, que atualmente obedecem ao Ministério do Planejamento.
Após a suspensão da assinatura, Bernardo explicou aos jornalistas que o governador queria resolver uma pendência em relação à promoção dos policiais militares, porque o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que decisões sobre essa assunto não poderiam ser adotadas pela autoridade estadual. O ministro informou que, por um entendimento com assessores do governador, o convênio seria assinado sem esse item, nesta manhã, até que uma solução fosse encontrada junto com o TCU.