Senado articula aprovação de projeto mais brando para a terceirização. Crédito: Andre Dusek/Estadão

Senado promete 'abrandar' terceirização

O mote bem que podia ser 'dois para frente um para trás'. Depois que a Câmara liberou a terceirização irrestrita (inclusive atividade-fim, inclusive em escolas) de forma um tanto quanto controversa - desengavetou texto de 1998 aprovado com alterações pelo Senado e devolvido para análise dos deputados em 2002 -, senadores ~despontam~ como possíveis 'salvadores dos trabalhadores': articulam aprovação de projeto mais atual, de 2005, e mais brando. Temer, que apoia a ideia, até porque Jucá e Maia já cozinhavam há um tempo a tese da negociação de vetos presidenciais, pode aprovar ou não o que achar melhor de cada proposta.

Fica a dúvida se comportamento semelhante renderá bons frutos na reforma da Previdência, como aposta o Planalto. Ao se dar conta de que o texto enviado ao Congresso não seria aprovado com a facilidade que supunha, excluiu do bolo servidores estaduais e municipais. Ganharia apoio maior dos parlamentares e passaria a bola pra frente - em prol, segundo o presidente, da autonomia: 'seria uma invasão de competências'. O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, foi enfático: 'impacto zero'. Mas especialistas questionam a saúde dos Estados (quantos já gritaram por socorro?) e a criação de novos privilégios.

Em ambos os casos, mais que o esperado 'fla x flu', salta aos olhos a dificuldade de tornar claro o que se propõe. Qual o impacto sobre demissões/contratações, efeitos em longo prazo em relação à concentração/distribuição de renda, efeitos imediatos na arrecadação? Como a competitividade retornará como bem-estar da sociedade? Enquanto a população escorrega para entender de que forma será beneficiada/prejudicada, parlamentares se empenham em pincelar o cenário com pequenas explosões: o relator do projeto da terceirização, deputado Laércio Oliveira (SD-SE), disse que há maioria feminina no setor de asseio e conservação porque 'ninguém faz limpeza melhor do que a mulher'.

Salsicha no anzol. A PF deflagrou segunda fase da operação 'História de Pescador' (!) para desarticular esquema criminoso na Superintendência da Pesca no Estado do Pará que teria fraudado R$ 185 mi. Apesar de cumprir buscas no gabinete da mulher do senador Jader Barbalho, a deputada Simone Morgado, ela não é alvo das investigações. O objetivo seria obter mais informações de uma ex-servidora.

Fica só o aviso. Moro determinou que seja excluído do processo que investiga Eduardo Guimarães, responsável pelo Blog da Cidadania, 'qualquer elemento probatório relativo à identificação da fonte da informação'. A condução coercitiva do blogueiro que divulgou operação da Lava Jato contra Lula e apreensão de seus aparelhos eletrônicos causaram polêmica. Entidades de jornalistas criticaram possível intimidação tentativa de violar o sigilo da fonte.

Mais fraca ainda. A JBS afirmou em nota que suspendeu, por três dias, a produção de carne bovina em 33 unidades das 36 que a empresa mantém no País. Para próxima semana, a companhia irá operar em todas as suas unidades com uma redução de 35% da sua capacidade produtiva. As medidas visam ajustar a produção até que se tenha uma definição referente aos embargos impostos pelos países importadores da carne brasileira. Caminho duro pela frente: a Economist disse que o escândalo é de 'embrulhar o estômago'.





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