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Antonio Banderas diz que 'trabalhar com Almodóvar é um ato de fé'

Ator estrela o filme 'A Pele que Habito'

10 de outubro de 2011 | 15h 44
EFE

LOS ANGELES - Antonio Banderas estreia nesta sexta-feira nos Estados Unidos A Pele que Habito, a primeira produção espanhola que o ator protagoniza desde Quero Dizer que te Amo, há 16 anos, e que é também seu reencontro com o diretor Pedro Almodóvar. Para o ator, trabalhar com o cineasta espanhol representa "um ato de fé", afirmou.

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Antonio Banderas e Almodóvar já gravam juntos os longas 'Labirinto de Paixões' e 'A Lei do Desejo' - Felix Ausin Ordonez/Reuters
Felix Ausin Ordonez/Reuters
Antonio Banderas e Almodóvar já gravam juntos os longas 'Labirinto de Paixões' e 'A Lei do Desejo'

"Temos que acreditar no que fazemos. Lembro que tinha medo quando gravei A Lei do Desejo. O filme acabou se tornando um clássico porque rompe narrativas", disse o ator. "Pedro tem coragem de continuar experimentando e propondo mundos novos, e é isso o que me atrai", acrescentou.

Juntos, os dois fizeram seis filmes: Labirinto de Paixões (1982), Matador (1985), A Lei do Desejo (1986), Mulheres à beira de um Ataque de Nervos (1988), Ata-me (1989) e agora, mais de 20 anos depois, A Pele que Habito.

"É muito bom voltar para casa, voltar à família Almodóvar, com a qual tenho uma longa história", destacou o ator espanhol, que em Hollywood gravou filmes como Philadelphia (1993), A Balada do Pistoleiro (1995), A Máscara do Zorro (1998), Pequenos Espiões (2001) e toda a saga de Shrek.

"Volto a um lugar onde posso me colocar em um universo de risco, de desafio às leis da gravidade cinematográfica. Isto representa uma dificuldade e uma satisfação enorme", considerou.

Duas décadas se passaram desde que Banderas foi para os Estados Unidos. "Agora estes dois mundos se unem em minha vida profissional: de um lado o cinema que explora as complexidades do ser humano, e do outro o cinema entendido como indústria. É quase uma metáfora da minha vida aqui. E estou muito feliz de voltar a trabalhar com Pedro e de criar um monstro absolutamente apaixonante", declarou.

O monstro a que o ator se refere é o seu personagem em A Pele que Habito, o psicopata Robert Legrand, um médico obcecado pela morte de sua mulher, a qual não conseguiu salvar de um incêndio, e de sua filha.