Cineasta deixa Cientologia e critica falta de ação contra homofobia
Igreja defendeu-se das acusações do premiado diretor e roteirista Paul Haggis.

O cineasta canadense Paul Haggis deixou a Igreja da Cientologia, por acreditar que a religião não age o suficiente contra a homofobia.
Em uma carta à Igreja, Haggis disse que ficou decepcionado com a falta de apoio da Cientologia a direitos gays no debate sobre a lei que proíbe casamentos entre pessoas do mesmo sexo no Estado da Califórnia.
Em novembro de 2008, a Califórnia aprovou uma lei que diz que apenas o casamento entre homem e mulher é válido e reconhecido no Estado.
O cineasta é conhecido por dirigir Crash - No Limite, vencedor do Oscar de Melhor Filme em 2006, e pelo roteiro de Menina de Ouro, vencedor do Melhor Filme em 2005.
Um representante da Igreja da Cientologia negou que a entidade seja antigay.
Na carta, enviada a Tommy Davis, porta-voz da Igreja, o cineasta disse que não poderia participar de uma entidade "na qual ofensa a gays é tolerada".
"A recusa da Igreja em denunciar as ações destes intolerantes, hipócritas e homófobos é covarde. Eu não consigo pensar em outra palavra", disse.
Haggis integrava a Igreja há 35 anos. A carta, que foi publicada em um blog, foi mandada em agosto. O agente de Haggis confirmou que a carta é de autoria do cineasta.
O representante da Igreja disse que as declarações de Haggis são baseadas em um mal-entendido e negou que a Igreja seja antigay.
"Nós somos a favor de direitos civis e direitos das minorias", disse Tommy Davis.
"Nós sabemos o que é ser uma minoria e ter seus direitos limitados. Nós somos muito claros na nossa opinião sobre discriminação contra qualquer um. Nós levamos isso muito a sério."
A Igreja da Cientologia foi fundada em 1954 nos Estados Unidos, baseada em textos do escritor L. Ron Hubbard. Segundo a própria Igreja, ela possui oito milhões de fiéis em todo o mundo.
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