Ir para o conteúdo
ir para o conteúdo
 • 
Você está em Notícias > Cultura
Início do conteúdo

Clapton para ser visto

Livro almanaque traz fotos e outras imagens raras de um guitarrista que, na essência, sempre foi só

05 de janeiro de 2013 | 9h 33
Julio Maria - O Estado de S. Paulo

Eric Clapton não precisa mais de biografias desde que ele mesmo resolveu operar um autoexorcismo, indo aos infernos da alma e escrevendo suas memórias nada gentis consigo mesmo. Foi tamanha sua honestidade e impetuosidade que ninguém, desde 2007, se atreveu a escrever uma linha sequer de sua lucrativa história - algo que antes faziam aos montes. Clapton devastou-se ao lembrar, por exemplo, de como traiu o grande amigo George Harrison ficando com Patty Boyd, então mulher do ex-Beatle, na cozinha de sua casa.

Eric Clapton posa atrás do palco, em um show de 1985 - David Montgomery/Getty Images
David Montgomery/Getty Images
Eric Clapton posa atrás do palco, em um show de 1985

Chris Welch, esperto, não cai na heresia de querer passar por cima da história sedimentada do guitarrista com uma nova biografia. Mas lança agora Clapton - A História Ilustrada Definitiva usando o artifício do livro almanaque para driblar responsabilidades biográficas. Seu texto é longe de ser brilhante e não há ali um grau de novidade que possa mudar o rumo de uma história já dissecada pelos tabloides ingleses e pelo próprio guitarrista. Mas o livro vale por aquilo que se vê - muitas vezes mais até por aquilo que se lê. As imagens são preciosas, trazem capas de discos, bilhetes de shows e reprodução de encartes que valem a aquisição.

Curioso que o próprio Clapton escreveu em sua biografia o quanto despreza os discos que fez de finais dos anos 70 até o fim dos 90. Pois está aí a fase mais contemplada. "O mundo todo esperou ansioso quando os superastros do rock se reuniram para fazer um disco, com os dedos cruzados e imbuídos de uma grande dose de fé cega", escreve o autor quando entra no assunto do grupo Blind Faith, que Clapton formou em 1969 com Steve Winwood, Ginger Baker e Rick Grech. A banda durou pouco e veio logo depois do Cream, o primeiro grande trio do rock and roll do qual Clapton saiu depois que resolveu parar de tocar enquanto Baker e Jack Bruce 'viajavam' em seus instrumentos. Se eles nem perceberam que o amigo não tocava, não fazia mais sentido estar ali no palco, ao lado deles. E só, Clapton virou deus.






Estadão PME - Links patrocinados

Anuncie aqui

Fechar

Para continuar lendo o Estadão, faça já o seu cadastro. É rápido e fácil.

Seus dados serão guardados de forma segura e não serão compartilhados.

Quero me cadastrar Sou assinante Já sou cadastrado
SOU ASSINANTE - ACESSO
Esqueci minha senha
JÁ SOU CADASTRADO

Utilize os mesmos login e senha já cadastrados anteriormente no Estadão.

Esqueci minha senha
QUERO CRIAR MEU LOGIN

Se você é assinante do Jornal impresso, preencha os dados abaixo e cadastre-se para criar seu login e senha.

ESQUECI MINHA SENHA

QUERO ME CADASTRAR

Cadastre-se já e tenha acesso total ao conteúdo do site do Estadão. Seus dados serão guardados com total segurança e sigilo.

CADASTRO REALIZADO

Em instantes, você receberá uma mensagem no e-mail .
Clique no link fornecido e crie sua senha.


Importante!
Caso você não receba o e-mail, verifique se o filtro anti-spam do seu e-mail está ativado.

QUERO ME CADASTRAR

Estamos atualizando nosso cadastro, por favor confirme os dados abaixo.