Diversão, tragédia, sujeira e furtos na Virada Cultural
Um rapaz morreu após uma briga, Tropa de Choque salva equipe de TV e lixo ocupa ruas
Morte, tumulto e furtos também marcaram a Virada Cultural. Durante o evento, um jovem foi assassinado e profissionais da TV Cultura foram vítimas de agressões. Perto do palco da Avenida São João, houve uma briga na madrugada. Segundo Everaldo Junior, diretor de eventos da São Paulo Turismo, quatro pessoas ficaram feridas. Três levemente.

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Na Alameda Barão de Limeira, a Tropa de Choque foi acionada para resgatar uma equipe da TV Cultura. O carro da emissora foi atacado por uma multidão. Os profissionais saíram do veículo, mas voltaram após um homem tentar assaltar o repórter com uma faca. A equipe só conseguiu sair de lá três horas depois com a ação da Tropa de Choque.
Se o policiamento era ostensivo no palco do Largo Santa Efigênia, dedicado ao rap, na pista eletrônica que ficava a poucos metros dali nem se percebia a presença de policiais. O resultado foi que, na madrugada, grupos iniciavam pancadarias para aproveitar a confusão e levar carteiras, celulares e tênis. A reportagem do Estado chegou a ser orientada a dar uma volta maior para chegar ao palco do Paissandu, porque o caminho mais curto seria "perigoso".
Quem caminhava pelo centro nesta manhã viu muito lixo e sujeira pelas ruas. Os maiores problemas de organização apontados pelo público foram a falta de lixeiras e a grande distância entre os banheiros químicos. As poucas lixeiras que estavam inteiras no centro já estavam transbordando no início da noite de sábado. Outra questão foi a má distribuição dos banheiros químicos, que se concentravam em pontos específicos e longos trechos de ruas com grande fluxo de pessoas ficaram sem sanitários. O mau cheiro dominava.

Sem teto
A edição de 2010 da Virada Cultural foi a primeira a acrescentar a região da Luz no evento. O agito não foi suficiente para afastar moradores de rua que vivem ao redor da estação. Enquanto milhares de pessoas se espremiam na Praça Júlio Prestes, o consumo de crack e o tráfico de drogas continuava a apenas uma quadra de distância, na Rua Helvécia. Na Praça Roosevelt, segundo relatos de vendedores e comerciantes, guardas municipais tiraram os sem-teto mais resistentes à força, na sexta-feira.
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